Covid-19: Turquia proíbe entrada no país a partir da Grécia e Bulgária

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Istambul, Turquía, 18 mar 2020 (Lusa) -- A Turquia anunciou hoje que vai impedir a entrada no seu território a partir da Grécia e Bulgária, numa medida de combate ao Covid-19, três semanas após abrir as suas fronteiras aos migrantes que pretendiam alcançar a Europa.

Os três postos fronteiriços com a Bulgária e os dois com a Grécia, para além das ligações ferroviárias, vão ser fechados a partir da meia-noite de hoje para as pessoas, apesar de o trânsito de mercadorias permanecer sem restrições, indicou a agência noticiosa Anadolu ao citar fontes dos ministérios da Saúde e do Comércio.

A proibição de entrar na Turquia por estas passagens ou por mar é extensível a todas as pessoas que permaneceram nos últimos 14 dias na Grécia ou Bulgária, precisou a Anadolu.

Foram ainda anuladas as ligações marítimas entre a Turquia e as ilhas gregas.

A medida surge três semanas após Ancara ter suspendido os controlos na fronteira terrestre com a Grécia e instigado os refugiados e migrantes indocumentados a entrar na Grécia, o país vizinho e membro da União Europeia (UE).

Ainda hoje, milhares de refugiados permaneciam acampados frente ao posto fronteiriço de Pazarkule, perto da cidade turca de Erdirne, apesar de todas as tentativas se passagem continuarem a ser impedidas pela polícia grega.

Dezenas de milhares de pessoas dirigiram-se para a fronteira, uma das fronteiras externas da UE, apesar de a Grécia insistir que estava fechada.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçava há meses abrir as fronteiras turcas e permitir a passagem de milhões de refugiados para a Europa, a não ser que a UE desse mais apoio para ajudar os refugiados na Turquia.

A UE diz que cumpre o acordo de 2016 com a Turquia -- que completou quatro anos --, no quadro do qual dá milhares de milhões de euros para Ancara ajudar mais de 3,5 milhões de refugiados da vizinha Síria.

A violência na fronteira ocorreu horas depois de Erdogan ter uma teleconferência com os dirigentes da França, Alemanha e Reino Unido para discutir a crise dos migrantes.

Uma declaração da presidência turca na terça-feira indicou que os quatro líderes também discutiram a questão da guerra na Síria e a ajuda humanitária a dar para a problemática província de Idlib (noroeste da Síria).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

PCR (PAL/SCA) // FPA

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Cimeira EUA-França. Fim da guerra na Ucrânia? Biden disposto a dialogar com Putin

Biden diz que está disposto a reunir-se com Putin, mas apenas se a Rússia estiver disposta a terminar o conflito. Os presidentes Joe Biden e Emmanuel Macron defenderam ainda a importância de uma aliança forte entre os dois países. 

Seis novos centros de combate à desinformação anunciados por Bruxelas

A Comissão Europeia anunciou esta quinta-feira a criação de seis novos centros multinacionais de combate à desinformação, que se somam aos oito já existentes, passando a cobrir todos os 27 países da União Europeia (UE).

COI congratula-se por ONU reconhecer neutralidade do movimento olímpico

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, congratulou-se esta quinta-feira com o reconhecimento, por parte da ONU, do "caráter unificador e conciliador" das grandes competições desportivas internacionais.