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Covid-19: Governo diz que aceita tudo o que privados ofereçam mas ainda não precisou

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 18 mar 2020 (Lusa) - O secretário de Estado da Saúde afirmou hoje que o Serviço Nacional de Saúde ainda não precisou de recorrer a meios dos privados para acolher doentes com Covid-19, mas o Estado aceita "todas as disponibilidades".

"Estamos a aceitar todas as disponibilidades", afirmou Lacerda Sales em conferência de imprensa no Ministério da Saúde, sem especificar que meios foram oferecidos pelos hospitais e outras instituições privadas.

Elas têm de ser "integradas numa gestão estratégica, porque senão seria uma desorganização", salientou.

"Ainda não recorremos a elas, mas as disponibilidades estão concedidas. Estamos a aceitar todas e a articular com os privados. É esse plano que estamos neste momento a estudar e a realizar", afirmou.

O governante garantiu que no tratamento dos doentes infetados com o novo coronavírus será dada atenção especial "aos idosos e aos imunodeprimidos, onde se inserem os doentes oncológicos".

Pessoas com doenças crónicas, hipertensos e doentes de cancro estão entre aqueles cuja imunidade está diminuída e terão que ser separados de outras pessoas para que não haja contágios, referiu.

Lacerda Sales reiterou que o Estado está a tentar todos os dias comprar mais máscaras e equipamentos de proteção, reafirmando que até ao fim da semana haverá "dois milhões de máscaras" distribuídas nos hospitais e mais de 150 mil equipamentos de proteção individual".

"A partir da próxima semana, este 'stock' será reforçado", indicou.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois.

Dos casos confirmados, 553 estão a recuperar em casa e 89 estão internados, 20 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

APN // HB

Lusa/Fim

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