Covid-19: Universidade da Beira Interior suspende aulas por tempo indeterminado

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Porto Canal com Lusa

Covilhã, Castelo Branco, 12 mar 2020 (Lusa) - A Universidade da Beira Interior (UBI) vai suspender as aulas, a partir de segunda-feira e por tempo indeterminado, como medida preventiva contra a propagação do surto de Covid-19, anunciou hoje aquela instituição sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a UBI especifica que ficam suspensas "todas as atividades letivas presenciais" e que encerra espaços desportivos, bares e a maioria das cantinas, com exceção da Cantina de Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e da Cantina de Santo António.

"A decisão surge como medida preventiva face ao surto epidemiológico do Covid-19 e acompanha a opção tomada pelas restantes universidades portuguesas", é referido na informação.

A UBI esclarece ainda que foi "anulada a interrupção letiva da Páscoa para eventual recuperação de aulas presenciais, caso a situação sanitária o permita".

Além disso, durante a interrupção das atividades letivas, é solicitado que os docentes usem as ferramentas 'online' disponíveis para acompanhamento dos trabalhos, "minimizando os impactos pedagógicos da suspensão".

Também foram suspensas todas as saídas de serviço internacionais e a "UBI aconselha os alunos com residência em Portugal Continental a regressar a suas casas, evitando saídas do país durante o período em que as aulas presenciais estão suspensas".

"Embora todos os serviços e o Gabinete de Internacionalização permaneçam em pleno funcionamento, recomenda-se que sejam privilegiados os contactos via telefone e 'e-mail'", acrescenta a UBI, apelando aos alunos que fiquem atentos aos canais de comunicação 'online' para acompanharem a evolução da situação.

No início da semana, a UBI já tinha ativado o Plano de Contingência e suspendido todas as atividades desportivas, culturais e de lazer.

A Associação Académica da UBI também optou por adiar a realização da semana académica, que deveria decorrer entre os dias 25 e 28 de março.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro de 2019, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou hoje o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (19), ao passar de 59 para 78, dos quais 69 estão internados.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de casos confirmados (44), seguida da Grande Lisboa (23) e das regiões Centro e do Algarve, ambas com cinco casos confirmados da doença.

O boletim divulgado hoje assinala também que há 133 casos a aguardar resultado laboratorial e 4.923 contactos em vigilância, mais 1.857 do que na quarta-feira.

No total, desde o início da epidemia, a DGS registou 637 casos suspeitos.

O Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou na quarta-feira que só devem ser encerradas escolas públicas ou privadas por determinação das autoridades de saúde.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou que esta recomendação "faz sentido" e que o encerramento de escolas será feito de forma casuística "analisando o risco, caso a caso, situação a situação".

Várias universidades e outras escolas já decidiram suspender as atividades letivas.

As medidas já adotadas em Portugal para conter a pandemia incluem, entre outras, a suspensão das ligações aéreas com a Itália, a suspensão ou condicionamento de visitas a hospitais, lares e prisões, e a realização de jogos de futebol sem público. 

CYC // SSS

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