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Centro Internacional de Artes em Guimarães termina ano com mostra "Plant Revolution!"

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Porto Canal com Lusa

Guimarães, Braga, 16 out 2019 (Lusa) - O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJ) vai terminar o ano com uma "grande exposição coletiva", "Plant Revolution!", a inaugurar no sábado e que põe em "confronto" pensamento, ciência, imaginação, anunciou hoje aquela estrutura vimaranense.

Em comunicado envido à Lusa, o CIAJ, adianta ainda que à "grande exposição" se juntam duas novas mostras, uma programação sob o tema "Plant Revolution!", que abre as portas do centro "para revelar um universo vegetal", que tem por objetivo pôr a pensar "a relação do humano com as plantas, explorando diferentes narrativas de mediação tecnológica do reino vegetal".

Com curadoria de Margarida Mendes o novo ciclo "reflete sobre o encontro interespécies, perguntando o que acontecerá quando dissolvermos as fronteiras entre o parasita e o hospedeiro", contando com a colaboração de artistas e coletivos como Agência, Alexandre Estrela, Comunidade De Artesãs Mujeres De La Resistencia EZLN, Diogo Evangelista, Filipa César, Inhabitants, Joachim Koester, Joana Escoval, Knowbotiq, Maria Thereza Alves, Paulo Tavares, Pedro Neves Marques, Peter Zin, Regina De Miguel, Richard Lowenberg, Suzanne Treister, Terence Mckenna, Teresa Castro, e com textos de Amin Ahmet Mutawa, Erik Davis e Fernando Garcia Dory.

A exposição inclui trabalhos que exploram "formas de recuperação política, estimulando um imaginário emancipatório e lançando novos vocabulários para pensar o planeta, além da divisão do mundo natural", aponta o texto.

O programa da inauguração, com entrada livre, inicia-se às 17:00 de sábado, com a conferência "A Planta Mediada", de Teresa Castro, e prolonga-se até à manhã de domingo com a "Assembleia", em formato performance.

A par de "Plant Revolution!" juntam-se no CIAJG duas mostras com curadoria de Nuno Faria: "José de Guimarães - Pintura e Desenho do período angolano" e "Júlio Fernandes da Silva - a página tantas, desenho", sendo igualmente possível visitar a exposição "Geometria Sónica", até fevereiro do próximo ano, além da coleção permanente.

Segundo o CIAG, o ano dedicado ao tema "Resgatar a Diversidade" desenvolveu, "de forma múltipla e heterogénea, integrando temas, conceitos, preocupações e visões do futuro", e mostrando o "mundo vegetal, natural tematizado, e mais do que isso, imaginado, de múltiplas maneiras: em modo poético ou político, a partir da ciência ou da ficção, como angústia individual ou consciência de uma era comunitária por vir".

Pela leitura dos artistas, "num futuro não muito distante, as plantas dominarão o planeta tornando-o num Universo vegetal".

A "Assembleia" debaterá "Thing 000777" (Da Vine), controvérsia acerca de uma patente de 'ayahuasca' entre o Centro Internacional de Lei Ambiental (CIEL), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazónia Brasileira (COICA), a Coligação do Povo Amazónico e seu Ambiente, e o Departamento de Patentes e Marcas Comerciais dos EUA (USPTO), que conta com "um grupo de especialistas", incluindo o fitoterapeuta e curandeiro Alberto Suarez Chang, a ecologista Joana Rafael, a psicóloga Maria Carmo Carvalho, e a antropóloga Rita Natálio, entre outros.

JCR // MAG

Lusa/Fim

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