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SAD do FC Porto apresenta lucro de quase dez milhões de euros

| FC Porto
Porto Canal com fcporto.pt

A SAD do FC Porto apresentou nesta quinta-feira os resultados consolidados de 2018/19, cumprindo novamente a meta do défice previsto no acordo de fair play financeiro estabelecido pela UEFA. Tal como projetado no ano passado, a SAD portista alcançou um resultado líquido positivo de 9,473 milhões de euros.

Os azuis e brancos atingiram nos três primeiros exercícios um défice dentro do limite estabelecido no Settlement Agreement com a UEFA, assinado em junho de 2017 e válido por quatro anos. O exercício 2019/20 será o último a ser contabilizado, no qual os portistas têm de obrigatoriamente atingir o “break-even”, mas os resultados positivos demonstrados nos últimos anos permitem algum conforto à SAD portista.

“Para o próximo ano, temos uma almofada vinda deste exercício de 22,2 milhões de euros. Por isso, estamos relativamente tranquilos quanto ao próximo exercício, que começou no dia 1 de julho, relativamente ao fair play financeiro. No primeiro ano podíamos ter um saldo negativo de 30 milhões, tivemos apenas 25 milhões, ou seja, uma folga de cinco milhões. No segundo ano podíamos ter tido 20 milhões negativos, tivemos apenas 17. No terceiro ano, ou seja, neste exercício, podíamos ter 10 milhões negativos e tivemos um saldo positivo de 22 milhões. Para o próximo ano, temos de atingir o “break-even”, mas olhando para a média dos últimos anos, estamos relativamente calmos quanto ao cumprimento do fair play financeiro”, afirmou Fernando Gomes, administrador da SAD portista para a área financeira.

O Resultado Líquido Consolidado situa-se nos 9,473 milhões positivos, o que representa uma melhoria substancial face ao período homólogo, situado em 28,444 milhões negativos. No cálculo do “break-even” são descontados os custos referentes a atividades de desenvolvimento juvenil (formação), custos com amortizações, que não passes de jogadores, imposto sobre o rendimento e custos relacionados com o Settlement Agreement, entre outros de menor expressão. Descontando esse valor, que ascendeu a 12,896 milhões de euros, o “break-even” situa-se nos 22,369 milhões positivos.

“Podíamos ter melhorado substancialmente os resultados financeiros se tivéssemos colocado em causa a competitividade da equipa. O objetivo fundamental da SAD e do presidente é ter uma equipa que permita sucesso desportivo. É sempre formatada para ter sucesso desportivo e, simultaneamente, cumprindo com as regras do fair play financeiro. Isto sempre foi acautelado e será sempre o primeiro grande objetivo”, frisou Fernando Gomes.

Um dos fatores essenciais para os resultados positivos deve-se à caminhada europeia do FC Porto na última temporada. Desde os resultados históricos na fase de grupos da Liga dos Campeões (cinco vitórias e um empate em seis jogos) até à presença nos quartos de final, o FC Porto conseguiu mais de 80 milhões de euros, mais 50 do que em 2017/18. “Estes valores não se devem apenas à excelente prestação da equipa, mas também ao grande aumento dos prémios da UEFA. As receitas praticamente triplicaram”, indicou o administrador da SAD portista para a área financeira, que ainda deu ênfase às receitas conseguidas com a celebração do contrato com a Altice, assinado em 2015, mas que apenas entrou em vigor no início da última temporada.

Este ano, o FC Porto disputa a Liga Europa, algo que não estava nos planos da SAD portista. Ainda assim, Fernando Gomes está confiante no cumprimento do fair play financeiro no último exercício. “Vai ser tão desafiante como os outros, talvez até mais. Nas 27 edições já disputadas da Liga dos Campeões, o FC Porto não participou em apenas quatro e este é um desses anos. Ainda para mais num momento em que as receitas triplicaram face aos anos anteriores. Por isso, traz-nos um constrangimento acrescido do qual não estávamos à espera, mas amortecido graças ao bom resultado que tivemos nas épocas anteriores”, concluiu.

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