Rui Rio desvaloriza números sobre excedente orçamental e fala em “questões preocupantes”

| Política
Porto Canal com Lusa

O presidente do PSD, Rui Rio, desvalorizou esta terça-feira os números sobre o excedente orçamental, apontando que o Governo "deitou foguetes ao ar", mas "até existem aspetos preocupantes".

Atualizado 26-06-2019 11:13

"O excedente orçamental praticamente não tem significado. O que tem significado é aquilo com que vai fechar o exercício em 2019. O que está programado é que o défice público em 31 de dezembro de 2019 seja de 0,2%. O Governo deitou uns foguetes ao ar por um superavit no primeiro trimestre, mas o que interessa é a forma como o ano fecha", referiu Rui Rio.

O líder dos sociais-democratas, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião que esta tarde ocorreu no Porto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, disse que "há todas as condições para chegar ao final do ano e cumprir o que está programado", mas falou também em "algumas questões preocupantes.

"O ministro Mário Centeno justificou-se, mas não percebeu bem que na prática é preocupante o que está a dizer. Ele disse que há mais 31.000 funcionários públicos. Mas se os serviços estão degradados e há mais funcionários, isto até me deixa preocupado. Há aqui um défice de gestão grave quando os serviços públicos estão piores e o ministro das Finanças vem dizer que tem mais gente ao serviço", disse Rui Rio.

+ notícias: Política

PSD: Montenegro eleito novo presidente com 73% dos votos

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido.

Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

Lisboa, 06 mai (Lusa) - O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".

Austeridade: programa de rescisões poderá conter medida inconstitucional - jurista

Redação, 06 mai (Lusa) - O especialista em direito laboral Tiago Cortes disse hoje à Lusa que a constitucionalidade da medida que prevê a proibição do trabalhador do Estado que rescinde por mútuo acordo voltar a trabalhar na função Pública poderá estar em causa.