Há hospitais a deixar de dar medicamentos em dose unitária por falta de pessoal

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 07 jul (Lusa) -- A Ordem dos Farmacêuticos denunciou hoje que há hospitais públicos a deixar de dar medicamentos em dose unitária aos doentes por dificuldades de pessoal, lembrando que este método dá mais segurança e diminui erros.

Em declarações à agência Lusa, a bastonária dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, referiu que há "serviços em alguns hospitais" onde se deixou de distribuir a medicação por dose unitária, que é uma prática mais segura.

"É quase uma questão civilizacional (...). Nós temos neste momento serviços em hospitais onde não fazemos a dose unitária, onde entregamos [a medicação] em embalagens de medicamentos. Há muitos anos que não fazíamos isto. A dose unitária permite muito menos erros", explicou Ana Paula Martins.

A dose unitária e individual permite reduzir o tempo de enfermagem dedicado à preparação da medicação, permite diminuir os riscos de contaminação do medicamento e os erros de administração.

A representante dos farmacêuticos recorda que todo o circuito do medicamento hospitalar exige "presença humana" e lembra que há défice de farmacêuticos nos hospitais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sobretudo nos últimos quatro ou cinco anos.

No final de junho, a bastonária tinha enviado uma carta ao Ministério da Saúde na qual anunciava que previa uma rutura de prestação de cuidados nos hospitais "como não há memória" a partir de julho, com a passagem às 35 horas a partir do início deste mês.

A situação é tão grave, referia a carta, que "está posta em causa a segurança dos doentes".

A Ordem indicava ainda que "a maioria dos serviços farmacêuticos hospitalares" reporta impactos da falta de pessoas na dispensa de medicamentos aos doentes, nomeadamente na distribuição em dose unitária.

ARP // HB

Lusa/fim

+ notícias: País

Descentralização na ação social aprovada com reforço de 35 milhões de euros. Prazo limite adiado para 3 de abril

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e o Governo chegaram, esta terça-feira, a acordo no processo de descentralização de competências para a área da Ação Social, após o Governo ter anunciado um aumento da verba anual a transferir para as autarquias de 56,1 milhões de euros para 90,8 milhões.

Ministério da Defesa Nacional. É tempo de esperar "serenamente", vinca Marcelo sobre investigações

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que se deve aguardar o resultado da investigação que envolve o Ministério da Defesa Nacional "serenamente, sem formular juízos prévios".

Diretor da PSP convicto de que “não há racismo estrutural” na PSP

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública manifestou-se, esta terça-feira, convicto de que “não há racismo estrutural” na PSP, considerando que a esmagadora maioria dos polícias “não é racista, nem extremista”.