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Estado com representante "não credenciado" na assembleia-geral da Metro do Porto

| Norte
Fonte: Agência Lusa

Porto, 15 mai (Lusa) -- A assembleia-geral da Metro do Porto foi hoje encerrada sem que tenha sido tomada qualquer deliberação, porque o representante do acionista Estado "não [estava] credenciado", disse à Lusa o presidente da mesa da Assembleia Geral da empresa.

"Eu iniciei e encerrei a assembleia, porque dos estatutos [da Metro do Porto] consta que nenhuma deliberação pode ser tomada sem o Estado estar presente", afirmou, em declarações à Lusa, Valentim Loureiro.

Segundo o presidente da mesa da Assembleia Geral da empresa, "o Estado mandou um seu representante não credenciado, que pelos vistos não sabia bem o que vinha fazer".

O também presidente da Câmara de Gondomar salientou que, "pelos vistos, o secretário de Estado [dos Transportes] terá telefonado ao Dr. Rui Rio", presidente da Junta Metropolitana do Porto, que é acionista da Metro, "a dizer que não tinham apreciado as contas e que, portanto, não poderiam hoje votar".

"E terá dito o mesmo ao presidente do Conselho de Administração" da empresa, João Velez de Carvalho, mas "a mim, que sou o presidente da assembleia, não se dignou a telefonar-me", acrescentou.

Questionado para quando pretende convocar uma nova assembleia-geral, Valentim Loureiro disse que "oportunamente", exigindo obter uma explicação por parte do Governo.

"Se e quando o Estado me disser alguma coisa sobre esta matéria, porque eu não vou procurar o Estado, eu atuarei em conformidade", sustentou o major, que rejeita qualquer justificação "por interposta pessoa".

Deliberar sobre o relatório e contas de 2012 era um dos pontos na ordem dos trabalhos da assembleia-geral de hoje.

De acordo com o Boletim Informativo sobre o setor empresarial do Estado (SEE) relativo ao 4.º trimestre de 2012, a empresa registou prejuízos que ascendem os 491 milhões de euros, mais de 94 milhões de euros do que os registados em 2011.

O mesmo relatório refere que a empresa registou uma redução no prejuízo operacional de 19,6 milhões de euros, comparativamente a igual período do ano anterior.

JAP // JGJ

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