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Retardante pode ser "ferramenta estratégica" no Alto Minho - Bombeiros

| Norte
Porto Canal com Lusa

Valença, Viana do Castelo, 15 dez (Lusa) - O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viana do Castelo, Brandão Coelho, defendeu hoje que a utilização de produto retardante pode ser uma "ferramenta estratégica" no combate aos incêndios florestais.

"O produto retardante pode constituir uma ferramenta estratégica e para situações críticas, no interface rural urbano ou em fogos descontrolados em condições climatéricas muito adversas", sustentou o presidente daquela estrutura que agrega as 12 corporações de bombeiros do Alto Minho.

Brandão Coelho explicou que "face às características do território, com muitas casas isoladas e rodeadas por manchas de vegetação, os retardantes [de fogos florestais] podem ser, se usados com critério, uma importante ajuda para reduzir a intensidade do fogo e controlar a forma como ele progride no terreno".

O responsável, que falava a propósito da apresentação, no sábado, em Valença, por uma empresa de Pontevedra, na Galiza, de um produto retardante de longo prazo bloqueador e extintor de fogos florestais, disse que pode aquela "ferramenta nunca foi utilizada" no combate a incêndios no distrito de Viana do Castelo.

Brandão Coelho adiantou que a federação distrital foi "desafiada", pela empresa galega, a apoiar a sessão de apresentação do produto retardante FL-02 para "permitir a avaliação dos benefícios da sua utilização".

"Este ano assistimos à violência com que os fogos chegavam às habitações. Este produto pode ajudar a travar a progressão das chamas, sendo que o seu efeito pode prolongar-se entre 10 a 20 dias, sem colocar em causa o ambiente".

Segundo informação avançada pela empresa galega, "o FL-02 é biodegradável, não é tóxico, livre de polifosfatos amoníacos, não contém metais pesados, e não afeta de nenhuma forma o solo, a fauna, a flora florestal e aquíferos".

A sessão de apresentação, que vai decorrer no parque de Bombeiros de Valença, vai contar com a presença de presidentes de Câmara do Alto Minho e da Galiza, de técnicos do gabinete Técnico Florestal (GTF), dirigentes das Associações Humanitárias de Bombeiros (AHB) e comandantes de corpos de bombeiros da região Norte.

"Está prevista a presença do alcaide de Tui (Galiza) que nos fogos de outubro utilizou este produto, tendo obtido bons resultados", disse.

O presidente da federação distrital de bombeiros destacou a "importância" da presença dos autarcas do distrito de Viana do Castelo "para ficarem a conhecer os benefícios do produto e poderem decidir das vantagens de criação, na região, de uma reserva estratégica ou dispor de algum produto que permita uma primeira intervenção".

Segundo a empresa, o produto "já foi testado e aprovado pela Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) e pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) em incêndios reais, também em diferentes testes e em cenários de fogo real como Figueira da Foz e Vila Nova de Gaia".

Segundo Brandão Coelho, "num incêndio de grande escala os custos de utilização do produto podem ser significativos, mas noutros casos, a relação custo/benefício poderá ser razoável, inferior ao de uma equipa de prevenção".

A apresentação do produto está marcada para as 15:00,no parque de bombeiros de Valença.

A sessão prevê uma apresentação técnica e, se o tempo permitir, diferentes demonstrações do produto FL-02".

"Se o tempo não ajudar, até maio será realizado um exercício em condições naturais", disse.

ABYC // LIL

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