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Mário Soares: Felipe Gonzalez em Lisboa para assistir ao funeral

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Porto Canal com Lusa

Madrid, 09 jan (Lusa) -- O ex-presidente do Governo espanhol e ex-líder do PSOE, Felipe Gonzalez, lidera a delegação dos socialistas espanhóis que terça-feira estará no funeral do antigo chefe de Estado português Mário Soares.

Fonte dos socialistas espanhóis revelou hoje à agência Lusa, em Madrid, que a delegação terá ainda Ricardo Cortés (responsável pelas relações externas do partido), Rodríguez Ibarra (ex-presidente da Região Autónoma da Estremadura) e Ignacio Sanchez Amor (deputado e porta-voz socialista da Comissão UE do Congresso dos Deputados).

O líder histórico do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), Felipe Gonzalez, prestou no sábado homenagem ao ex-presidente português num comunicado em que começa por considerar que "Mário Soares era, antes de mais, um amigo" e que "por isso é difícil falar na sua ausência".

"No momento da sua morte, a melhor homenagem a este patriarca da Democracia portuguesa, é recordar a sua firmeza, a sua coragem política, inclusivamente nos momentos em que muitos baixaram os braços e viram como inevitável a chegada de uma ditadura militar comunista", escreveu em seguida.

Felipe Gonzalez foi secretário-geral do PSOE entre 1974 e 1997 e presidente do Governo espanhol entre 1982 e 1996, tendo tido um papel político fulcral a partir da instauração da democracia em Espanha em 1977.

Mário Soares morreu no sábado, em Lisboa, e o Governo decretou três dias de luto nacional, entre hoje e quarta-feira.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de hoje.

O funeral de Estado, o primeiro desde o 25 de Abril, realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, e contará com as presenças dos Presidentes do Brasil e de Cabo Verde, além de outras personalidades internacionais, como o presidente do Parlamento Europeu.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

FPB // JLG

Lusa/Fim

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