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Ex-inspetor da PJ acusado de burla fica em silêncio no início do julgamento

| País
Porto Canal com Lusa

Aveiro, 12 abr (Lusa) - Um ex-inspetor da Polícia Judiciária (PJ) suspeito de estar envolvido na venda fraudulenta de barras de ouro remeteu-se hoje ao silêncio, no início do julgamento, no Tribunal de Aveiro.

O arguido, de 62 anos, que foi inspetor chefe da brigada de crime económico da PJ de Aveiro, está acusado de dois crimes de burla qualificada.

O caso envolve ainda uma arguida, de 47 anos, que se encontra em parte incerta, tendo o coletivo de juízes ordenado a separação dos processos.

Os factos ocorreram em 2010, quando os arguidos convenceram um inspetor da PJ aposentado e um outro indivíduo a comprar uma barra de ouro fino, com o peso de cinco quilos, por 105 mil euros.

Segundo a acusação do Ministério Público, as vítimas chegaram a deslocar-se a Itália, para reunir com os alegados vendedores do metal precioso, tendo naquela ocasião entregado o dinheiro, sem que tivessem recebido a prometida barra de ouro.

De regresso a Portugal, os arguidos convenceram ainda as vítimas a entregar mais 8.650 euros para desbloquear a situação e acelerar a remessa do ouro, o que nunca chegou a acontecer.

A sessão ficou marcada pelas declarações do ex-inspetor da PJ que foi burlado e que relatou ao tribunal os pormenores do negócio.

"O negócio era apelativo, porque o ouro era comprado a valor bastante inferior ao do mercado", disse, admitindo que foi "crédulo" na situação, dada a amizade e companheirismo que havia com o arguido.

O ofendido referiu ainda que apesar de terem regressado a Portugal com a convicção que tinham sido burlados, ainda tinham uma réstia de esperança de recuperar o dinheiro ou o ouro.

Mais tarde, descobriu que a cúmplice do seu antigo colega de trabalho estava referenciada na PJ por vários crimes de burla e confrontou o arguido com este facto, tendo aquele dito que também tinha sido enganado por ela.

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