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Reestruturação do Politécnico do Porto gera "enorme preocupação"

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Porto Canal com Lusa

Porto, 11 fev (Lusa) - A Associação de Estudantes da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) manifestou hoje "enorme preocupação" com a reestruturação do Instituto Politécnico do Porto (IPP), exigindo que sejam criadas condições de transição para os alunos afetados.

"Vamos estar muito atentos. Esta reestruturação pode resultar como pode não resultar e esse é um dos nossos maiores medos", disse à agência Lusa o presidente da associação da ESEIG, Diogo Peixoto.

Em causa estão as mudanças previstas para o polo 2 localizado em Vila do Conde/Póvoa de Varzim, que atualmente é ocupado pela ESEIG, unidade que será transformada em Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHT), somando-se a criação da Escola Superior de Media e Design (ESMD).

Esta situação já gerou uma petição pública com o nome "ESEIG - Reposicionamento Estratégico" e nas redes sociais foi criado um grupo com o nome "Não ao enterro da ESEIG", no qual está publicado um documento assinado pela Associação de Antigos Alunos onde os subscritores dizem que as reuniões sobre esta matéria "respeitaram os prazos mínimos" o que "transmite o caráter de urgência com que o IPP está a gerir este processo".

Na quarta-feira, após a reunião de concelho geral em que esta reforma foi aprovada, a presidente do IPP, Rosário Gamboa, explicou que "vão regressar" ao polo 2 disciplinas ligadas à multimédia e audiovisual que atualmente estão na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE), localizada no centro do Porto, bem como "será reforçada" a oferta de hotelaria com formações do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), de Matosinhos.

Em sentido inverso, alguns cursos que atualmente estão na ESEIG, nomeadamente os de engenharia, vão passar para o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), enquanto dois outros para o ISCAP.

Diogo Peixoto apontou que alguns alunos "veem vantagens" nesta reorganização, mas avançou que existem "muitos receios" devido ao "fim da marca ESEIG": "Estamos a ver um quadro de 26 anos perdidos e vemos com muita preocupação a troca de cidades porque muitas famílias já admitiram que não terão possibilidade de fazer face a gastos", referiu.

Segundo o dirigente, já foi identificado um universo de cerca de 800 alunos que "não sabe como vai correr o processo", enquanto no ISCAP, o presidente da associação de estudantes, Tiago Oliveira - que é favorável à reestruturação para "reduzir a duplicação de cursos" e "criar excelência no ensino" - fala em "pelo menos 300 alunos" que "que ainda não sabe o seu futuro".

Hoje, em peça publicada no Público também um professor com assento no conselho técnico-científico da ESEIG, Joel Fernandes, diz não entender as razões que levam o IPP a acabar com uma "marca estratégica" e considera mesmo que esta reestruturação pode "comprometer o apoio às microempresas da região".

Mas para o diretor da ESEIG, Flávio Ferreira, "esta reestruturação permitirá dar uma nova resposta às exigências do Ensino Superior".

"Como estamos, não conseguimos ser competitivos nem nacional e muito menos internacionalmente", disse, indo ao encontro das explicações dadas na véspera por Rosário Gamboa, que afirmou que no polo 2 há "uma dispersão muito grande que retira eficácia à gestão".

Relativamente à questão da "marca", Flávio Ferreira recordou o exemplo das Universidades de Lisboa (Clássica e Nova), que se fundiram em 2015, para reiterar que "estas são as necessidades da sociedade num mercado económico que evolui".

"Mas dizer que 30 quilómetros é muito só mesmo à escala muito regional. Perante realidades internacionais, parece-me quase anedótico, até tendo em conta os transportes que estão disponíveis", completou.

Tanto Rosário Gamboa como Flávio Ferreira sublinham que existirão comissões para acompanhar os processos de transição, uma garantia também sublinhada esta manhã à Lusa pela Federação Académica do Porto (FAP).

A reforma do IPP inclui passar das atuais sete escolas para oito e, de forma geral, traduz-se na reafetação de 17 cursos entre unidades orgânicas, na descontinuidade de dois e na criação de três novos.

PYT // MSP

Lusa/fim

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Atualizado 20-07-2019 14:41

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