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Governo queria integrar Banif na CGD mas não foi possível devido às regras de Bruxelas

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 22 dez (Lusa) - O executivo liderado por António Costa pretendia recapitalizar o Banif e integrá-lo na Caixa Geral de Depósitos (CGD), revelou hoje no parlamento o ministro das Finanças, Mário Centeno, mas tal foi impossível devido às regras da Comissão Europeia.

"O Governo preferia uma outra alternativa, mas por restrições legais não foi implementada", afirmou Mário Centeno, especificando que essa opção passava pela recapitalização do Banif e pela sua integração na CGD.

O impedimento para a concretização desta hipótese resultou das "restrições relativas às ajudas de Estado em curso no Banif e na CGD", explicou o governante.

Ambos os bancos receberam ajudas estatais em 2013 (através de instrumentos híbridos de capital) e as regras de Bruxelas impedem novas ajudas antes de terem sido devolvidos os montantes em causa.

Além disso, no âmbito do auxílio estatal que a CGD recebeu, ficou proibida de realizar aquisições, pelo que não podia absorver o Banif sem que antes se desse "o levantamento da restrição de aquisição imposta" por Bruxelas, sublinhou Centeno.

Segundo o ministro, "esta opção tinha sido viável em 2012, antes da ajuda de Estado" que foi feita em 2013.

Mário Centeno falava durante a sua audição na Comissão de Orçamento e Finanças, devido ao Orçamento Retificativo apresentado pelo Governo para acomodar os custos relacionados com a medida de resolução aplicada ao Banif no último fim de semana.

DN // CSJ

Lusa/fim

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