Jornal Diário Jornal das 13 Último Jornal

Ordem "andou muito mal" na contestação à reforma judiciária

| País
Fonte: Agência Lusa

Braga, 26 fev (Lusa) - O presidente da delegação de Braga da Ordem dos Advogados, António Barbosa, afirmou hoje que a Ordem "andou muito mal" na forma como contestou a reforma do mapa judiciário, ao ter optado por uma luta "tipo sindicalista".

"A Ordem optou por uma luta tipo sindicalista, só de crítica e de luta na escadaria da Assembleia da República", criticou António Barbosa, sublinhando que a contestação deveria ter assumido um caráter mais "institucional".

Além disso, apontou que a Ordem "não apresentou qualquer proposta alternativa" para o mapa.

António Barbosa falava sobre "O Impacto da Justiça Especializada no Interior do País", num seminário organizado pela European's Law Association da Universidade do Minho (ELSA UMinho) para refletir sobre os resultados dos primeiros seis meses da nova reforma judiciária.

Para aquele dirigente, a Ordem dos Advogados "tinha a obrigação" de ter lutado por uma reforma das custas judiciárias, para tornar a Justiça mais acessível aos cidadãos.

"É inconcebível que se tenha de pagar 612 euros de taxas de Justiça por um processo de responsabilidades parentais. É bem mais do que o salário mínimo nacional", criticou.

António Barbosa também não poupou as autarquias e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), acusando-as de "apatia" durante o processo de discussão da reforma.

"Grande parte da reforma avançou por apatia das autarquias e da ANMP, que desmobilizaram por completo de tudo. Só se mexeram algumas autarquias onde foram encerrados tribunais", afirmou.

VCP // MSP

Lusa/fim

+ notícias: País

Homem matou a mulher e tentou suicidar-se em Sever do Vouga

Um homem de 69 anos matou a mulher de 66 anos e tentou cometer suicídio, esta terça-feira de manhã, na residência do casal, em Silva Escura, Sever do Vouga, disse à Lusa fonte da GNR.

Associação Zero acusa Governo de manipular dados da reciclagem

A associação ambientalista Zero acusou esta terça-feira o Governo de manipular os dados dos resíduos urbanos, declarando como recicladas quase 270 mil toneladas que foram para aterros, recebendo assim mais dinheiro e apresentando um melhor desempenho.

Atualizado 16-01-2018 16:21

Combustão de resíduos da antiga mina do Pejão "não representa alarme" segundo empresa

A empresa EDM comunicou esta terça-feira que a combustão de resíduos das antigas minas do Pejão, em Castelo de Paiva, que ocorre desde outubro, "não representa no imediato um motivo de alarme para a população".

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.