Info

Moreira da Silva lembra que fiscalidade verde foi debatida nos últimos meses, CGTP e UGT contestam medida

| Política
Fonte: Agência Lusa

Lisboa, 22 out (Lusa) - O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, lembrou hoje que o tema da fiscalidade verde foi debatido durante dez meses e potencia uma "alteração de comportamentos" positiva para o país, com CGTP e UGT a contestarem a ideia.

"Se há matéria que foi alvo de participação dos vários parceiros, com uma centena de organizações que formularam as suas propostas, foi o tema da fiscalidade verde", declarou o ministro.

Jorge Moreira da Silva falava em Lisboa, nas instalações do Conselho Económico e Social, depois de ter estado reunido com os parceiros sociais, em representação do primeiro-ministro, antecipando os temas do Conselho Europeu que decorre em Bruxelas na quinta e sexta-feira.

O governante enalteceu as medidas da fiscalidade verde, presentes na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2015, definindo que as mesmas pretendem contribuir para uma "alteração de comportamentos" com benefícios fiscais.

"Hoje toda a gente tem a noção que com a fiscalidade verde, os 150 milhões de euros da fiscalidade verde, estamos a financiar o desagravamento do IRS tendo em atenção o número de filhos e ascendentes a cargo", disse.

Os impostos previstos são, contudo, aqueles relativamente aos quais o Governo espera "que as pessoas possam deles fugir".

"Isto é, quando aplicamos uma taxa sobre os sacos de plástico, não queremos que as pessoas paguem a taxa dos sacos de plástico, esperamos que as pessoas deixem de utilizar os sacos de plástico", sublinhou.

As centrais sindicais, por seu turno, definiram as medidas como um novo esforço fiscal para as famílias, que contrastam com necessários investimentos para a economia.

Pela CGTP, o secretário-geral Arménio Carlos diz que a fiscalidade verde é um "imposto indireto" que irá "penalizar os que menos têm e favorecer os que mais têm".

Já a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, chamou a atenção para a "criação de mais um imposto que vai retirar poder de compra" às famílias portuguesas.

PPF // ATR

Lusa/Fim

+ notícias: Política

Governo proibido de injetar dinheiro na TAP. Supremo admite providência cautelar da Associação Comercial do Porto

O Supremo Tribunal Administrativo admitiu esta terça-feira a providência cautelar interposta pela Associação Comercial do Porto, na passada sexta-feira, para travar injeção na TAP. O Governo passa a estar proibido da execução do ato administrativo relativo à injeção de até 1,2 mil milhões de euros na transportadora aérea.

PCP reúne com administração de Aeroporto do Porto onde mais de 90% dos trabalhadores estão em 'lay-off'

A deputada do PCP, Diana Ferreira, reuniu com os trabalhadores e a administração do Aeroporto do Porto. Isto porque mais de 90% dos funcionários do Aeroporto Francisco Sá Carneiro estão em lay-off. O plano de funcionamento da TAP foi outro dos temas em cima da mesa.

Escalada de casos de Covid-19 leva Governo a aplicar medidas de confinamento obrigatório a toda a Área Metropolitana de Lisboa

O Governo vai aplicar a partir de terça-feira a toda a área metropolitana de Lisboa as principais novas medidas de confinamento obrigatório, designadamente as referentes a estabelecimentos e à imposição de um limite para ajuntamentos.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.