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Participação no diálogo reforça "centralidade do PS"

Participação no diálogo reforça "centralidade do PS"
| Política
Porto Canal

O líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, defendeu hoje que a participação do PS no diálogo com vista a um compromisso nacional "reforça a centralidade" do partido no processo político português.

Questionado sobre se o acordo, pedido pelo Presidente da República, entre o PSD, CDS-PP e PS pode "partir o PS", Carlos Zorrinho recusou essa leitura.

"Não ameaça nada. Este acordo é para já uma incerteza. É um processo de diálogo. Não sabemos o que é que determinará esse processo de diálogo, mas reforça a centralidade do Partido Socialista no processo político português", disse.

O líder parlamentar do PS disse ainda "não ter sinal" de que o PS "não esteja profundamente coeso no objetivo claro de servir Portugal e os portugueses".

Questionado sobre as afirmações do deputado do PS João Galamba, que considerou terça-feira que o Presidente da República "tem em mente" o "suicídio político" do líder do PS quando pede um acordo entre o PSD, CDS-PP e PS, Carlos Zorrinho respondeu com ironia.

"Não tenho nenhuma ideia que o líder do PS tenha qualquer tendência suicida", disse.

Segundo Carlos Zorrinho, o secretário-geral do PS "tem uma grande tendência para estar ao lado dos portugueses e de Portugal".

Num debate no American Club, o deputado socialista João Galamba defendeu terça-feira que o acordo entre PSD, CDS-PP e PS pedido pelo Presidente da República implica o suicídio de um dos elementos, admitindo que Cavaco Silva tem "em mente" o suicídio político do líder socialista.

"É impossível porque para ser bem-sucedido implicava o suicídio político de um deles. Acho que o suicídio político que o Presidente da República tem em mente é o suicídio político do líder do Partido Socialista, porque qualquer acordo implicaria que o Partido Socialista renunciasse ao que tem dito nos últimos anos", defendeu João Galamba.

Questionado pelos jornalistas no final da reunião da conferência de líderes sobre se se a realização de um Conselho Nacional do PSD na quinta-feira significa que o acordo entre os três partidos está para breve, Luís Montenegro frisou que a reunião do órgão máximo do PSD entre Congressos já estava marcada antes do início das negociações.

"Nós temos feito um esforço grande para sermos céleres na construção de resultados e soluções", disse, acrescentando que "se for possível cumprir esse calendário de modo a que o assunto possa ser discutido no Conselho Nacional assim será" mas o Conselho Nacional já estava marcado antes.

"Vamos aguardar. Não creio que haja uma pré-determinação do momento a partir do qual não haverá mais negociação", acrescentou.

As negociações entre o PSD, CDS-PP e PS visando a procura de um "compromisso de salvação nacional" iniciaram-se no domingo passado, tendo os partidos fixado o prazo de uma semana para "dar boa sequência aos trabalhos previstos" para esse compromisso pedido pelo Presidente da República.

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