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Viana, Valença e Nine congratulam-se com paragens do Celta

| Norte
Fonte: Agência Lusa

Viana do Castelo, 04 jun (Lusa) - Os autarcas de Viana do Castelo, Valença e Nine congratulam-se com a paragem, a partir de julho, do comboio internacional "Celta" nos seus concelhos, decidida, hoje, na Cimeira Luso-Espanhola que decorreu em Chaves.

À Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo disse tratar-se de uma "boa notícia" para a eurorregião. O social-democrata que lidera o município de Valença afirmou que "venceram os argumentos da razoabilidade e da sensatez". Já para autarca de Braga a paragem em Nine "será um eixo prioritário na relação da cidade e dos concelhos limítrofes com a Euro-Região da Galiza e Norte de Portugal".

No final da XXVII cimeira luso-espanhola, que juntou os primeiros-ministros Pedro Passos Coelho e Mariano Rajoy, os dois países "congratularam-se com a aprovação de um novo modelo de exploração conjunta que permitiu um aumento da procura e do início do novo serviço previsto para 1 de julho de 2014, com a inclusão de três novas paragens comerciais em Viana do Castelo, Nine e Valença, sem haver lugar a troca de maquinistas na fronteira".

O comboio internacional que liga diretamente o Porto à cidade galega de Vigo, Espanha, começou a ser operado em julho de 2013 passando a viagem a ser realizada em menos 45 minutos face ao anterior comboio.

Pelo facto de circular numa via única, faz paragens técnicas ao longo do percurso da Linha do Minho, de poucos segundos. Acontece nomeadamente nas estações de Valença, Caminha, Viana do Castelo e Darque, para cruzamento de composições, mas sem permitir o embarque ou desembarque de passageiros.

A ausência de paragens comerciais do novo serviço foi sempre alvo de forte contestação de empresários e autarcas locais.

As três novas paragens hoje anunciadas, disse o socialista José Maria, "vão permitir valorizar as componentes económica e turística de cidades importantes como Braga, Guimarães, Barcelos, Viana do Castelo e Valença".

Para o presidente da Câmara de Valença, Jorge Mendes, as três paragens vão "beneficiar a principal ligação ferroviária entre Portugal e Espanha e todo o Alto Minho".

"Entre Valença e Tui, na maior fronteira terrestre entre Portugal e Espanha, passam diariamente uma média de 30 mil veículos dia, um volume de tráfego de curta, média e longa distância que permitirá à CP e RENFE, com a paragem do comboio na eurocidade, beneficiar o Comboio Celta", sustentou.

O autarca social-democrata de Braga, Ricardo Rio realçou a importância desta medida "para a promoção económica, a criação de riqueza e emprego" numa região, lembrou, "onde residem cerca de 800 mil pessoas" e onde "estão localizados vários fatores de atração, como são o caso da Universidade do Minho ou do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia".

Em maio passado, segundo avançou o jornal Público, em nove meses de funcionamento do "Celta" a CP e a RENFE terão tido receitas na ordem dos 427 mil euros para despesas superiores a 1,7 milhões, o que significa um défice de 1,2 milhões.

Com bilhete único, que mantém o preço de 14,75 euros, o comboio "Celta" passou a percorrer os 175 quilómetros (Porto/Vigo) em duas horas e 15 minutos, com as mesmas composições e maquinistas, em duas ligações diárias em cada sentido.

Esse tempo de viagem deverá ser reduzido a partir de 2016, depois de eletrificada e modernizada a Linha do Minho e parte do troço na Galiza, conforme acordado pelos governos de Portugal e de Espanha.

ABYC (PVJ) // MSP

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