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Comandante da proteção civil de Aveiro teme grandes incêndios no distrito

| Norte
Fonte: Agência Lusa

Aveiro, 28 mai (Lusa) - O comandante distrital de proteção civil de Aveiro, José Bismark, disse hoje que há o risco de desenvolvimento de grandes incêndios no início do verão, devido ao crescimento anormal de vegetação rasteira na floresta, que seca rapidamente.

Em declarações à Lusa, José Bismark deu conta de que "há excesso de biomassa" na área florestal do distrito, "em consequência do inverno rigoroso, que levou ao crescimento anormal de herbáceas", potenciando o risco de grandes incêndios.

"O excesso de biomassa nas florestas foi agravado este ano com o inverno rigoroso, que provocou o crescimento anormal das herbáceas, a que chamamos os combustíveis finos que facilmente perdem a humidade e secam. No verão teremos grande quantidade de combustível fino seco, o que propicia um grande desenvolvimento dos incêndios", explicou.

De acordo com o responsável pela proteção civil distrital, embora a origem da maioria dos fogos florestais esteja por apurar, a percentagem de incêndios que tem origem em queimadas descontroladas (17%) é superior à dos incêndios de origem criminosa (16%).

O problema, que tem menor visibilidade pública, representa um risco acrescido no verão deste ano e a existência de legislação restritiva não chega para o evitar.

"Os incêndios de origem criminosa e os que resultam de queimadas são em percentagens semelhantes. O aumento da biomassa está diretamente ligado com a falta de limpeza e isso é uma questão de intervenção na floresta", disse.

José Bismark salientou que a limpeza (redução do combustível) é uma obrigatoriedade legal, mas que não é observada: "o que sabemos é que existem muito poucas coimas aplicadas".

A falta de viabilidade económica da retirada dos resíduos florestais, leva a que muitos proprietários, pouco sensibilizados, os queimem no local, transgredindo a Lei.

"Existem ocorrências em que, chegando os bombeiros ao local, vêm que a rama de produtos florestais espalhados num perímetro que foi cortado há pouco tempo está a arder", relata.

Os resíduos florestais podem ser retirados e vendidos para as centrais de biomassa, mas a mais próxima em laboração está localizada em Mortágua, o que onera os custos de transporte e a alternativa é destroçar no local (triturar), o que também tem custos.

É nesse quadro que foi apresentado o Plano Operacional Distrital para este ano, em que é dada especial atenção à segurança das forças, tendo em conta os incidentes verificados no verão passado.

Assim, estão programadas 19 ações de treino operacional, abrangendo 881 operacionais.

Outra das preocupações patente no Plano é o reforço do ataque inicial, consagrando o princípio de que acorre primeiro a combater o fogo quem está mais próximo, mas o dispositivo é "musculado" com três grupos de combate distrital para reforço imediato e um grupo específico de reforço de incêndios florestais, além de meios aéreos colocados em Águeda e Vale de Cambra.

A otimização dos tempos de resposta, a diminuição da área ardida e a redução dos reacendimentos figuram entre os objetivos.

Na fase mais crítica, de 01 de julho a 30 de setembro, vão estar no terreno 82 equipas, 127 veículos e 514 operacionais, apoiados por dois helicópteros.

MSO // JGJ

Lusa/Fim

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