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Área de cerejal tem aumentado na Cova da Beira

| País
Fonte: Agência Lusa

Fundão, 24 mai (Lusa) - A área de cerejal na Cova da Beira tem aumentado e há cada vez mais investidores de diferentes setores a apostar na produção de cereja, comprovam os projetos que estão a ser concretizados na região.

O cadastro de terras só apresenta elementos até 2009, mas demonstra que, em 20 anos, na Cova da Beira, a área plantada com cerejeiras quase duplicou: passou-se de 1.079 hectares, em 1989, para 1.868 hectares, em 2009, de acordo com os dados facultados à agência Lusa pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.

Daí para a frente, o levantamento ainda não foi realizado, mas os investimentos continuam a ser realizados e a bom ritmo.

Paulo Ribeiro, empresário natural de Felgueiras e a residir na região há vários anos, concluiu em 2012 a plantação de 56 hectares de cerejeiras.

O pomar, que atravessa as freguesias de Peraboa e Ferro (Covilhã), é um dos maiores pomares contínuos de cerejas do país e é apenas uma parte do projeto delineado por Paulo Ribeiro.

Até 2017, este empresário pretende ter 100 hectares de cerejeiras plantados e nesse ano conta colher 500 toneladas de cereja, número que deverá duplicar quando a produção estiver em pleno.

Nessa altura, Paulo Ribeiro terá investido um total de dois milhões e meio de euros, um milhão e quatrocentos mil dos quais já concretizados.

"Só fazia sentido investir se tivesse dimensão. Ou fazia uma plantação com dimensão, massa crítica e escala ou não fazia nada", refere este empresário, que também tem uma empresa de comercialização de tomate e derivados de fruta.

A aposta na cereja surge de forma natural e porque Paulo Ribeiro quis sedimentar as raízes que já tem na região.

Raízes que no caso de Sara Martins, 30 anos, formada em agronomia, já estavam profundamente ligadas à cereja.

No fim do curso, esta jovem filha de produtores ainda tentou trabalhar na área de formação, mas só encontrou empregos noutros setores, pelo que acabou por seguir os passos da família.

Comprou um terreno, candidatou um projeto e, depois de o ver aprovado, deu início à plantação de sete hectares. O investimento de cerca de 80 mil euros está concretizado e, agora, a mais recente empresária aguarda que o pomar (também da nova geração) comece a dar frutos. As expectativas são as melhores, até porque Sara Martins sabe a "mais-valia" que a marca "Cereja do Fundão" tem na hora de vender o produto.

Já Aldo Costa, 35 anos, natural de Vila do Conde, não tinha, até há pouco tempo, mais contacto com as cerejas do que o de típico consumidor, realidade que se alterou quando este professor universitário na área de desporto e a mulher, uma investigadora de ciências farmacêuticas, resolveram plantar seis hectares de cerejeiras.

O projeto surge depois de o casal ter optado por fixar residência na freguesia de Peraboa, Covilhã, numa propriedade com vários hectares, que permitia outro aproveitamento, além do residencial.

O aconselhamento técnico e o facto de existirem na região produtores com conhecimento do setor e estruturas "de apoio à produção e escoamento" ditaram que o casal resolvesse apostar na produção de cerejas, com a respetiva candidatura aprovada.

As cerejeiras acabaram de ser plantadas em abril.

Eduardo Melf, 48 anos, natural do Ferro, concelho da Covilhã é outro dos exemplos que demonstram que a cereja tem conquistado cada vez mais pessoas e dos mais diferentes setores de atividade.

Advogado de profissão, Eduardo Melf, que já tinha um pequeno pomar familiar, acabou recentemente de plantar o número exato de 4.350 cerejeiras, ou seja, um pomar de nove hectares.

Neste caso, o projeto também é levado a cabo em família e o fator "fundos comunitários" também pesou na hora de concretizar o projeto, que, "se correr bem", poderá ser alargado.

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