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Covid-19: Brasil soma 1.274 mortos em 24 horas e aproxima-se dos 206 mil óbitos

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Brasília, 13 jan 2021 (Lusa) - O Brasil contabilizou 1.274 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas e aproxima-se das 206 mil vítimas mortais (205.964) desde o início da pandemia, informou hoje o Ministério da Saúde.

Em relação ao número de infeções em território brasileiro, 60.899 pessoas foram diagnosticadas com o novo coronavírus entre terça-feira e hoje, num total de 8.256.536 casos registados.

De acordo com o último boletim epidemiológico, a taxa de incidência da covid-19 no Brasil, país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, subiu para 98 mortes e 3.929 casos por cada 100 mil habitantes.

Geograficamente, São Paulo (1.577.119), Minas Gerais (611.152), Santa Catarina (529.389) e Bahia (518.955) são os estados com maior número de casos confirmados.

Já as unidades federativas com mais óbitos são São Paulo (48.985), Rio de Janeiro (27.241), Minas Gerais (12.894) e Ceará (10.189).

Ainda segundo os dados do executivo, presidido por Jair Bolsonaro, 713.752 pacientes infetados encontram-se sob acompanhamento médico, sendo que mais de 7,2 milhões de pessoas já recuperaram da doença causada pelo novo coronavírus.

Entre as vítimas mortais da pandemia no Brasil está o ex-governador do estado de Goiás e atual prefeito de Goiânia, Maguito Vilela, que faleceu hoje, aos 71 anos, e o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Eusébio Oscar Scheid, de 88 anos, que foi um dos quatro cardeais brasileiros que participaram no conclave que elegeu o Papa Francisco.

No momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa, órgão regulador do Brasil), se prepara para decidir sobre o uso de emergência das vacinas submetidas ao órgão, o governador de São Paulo, Jorão Doria, disse hoje que Bolsonaro deveria comemorar o facto de o país ter um "imunizante seguro e eficaz para combater a pandemia", ao invés de "ironizar", referindo-se à Coronavac.

"Lamentável a declaração do Presidente Bolsonaro sobre a vacina do Butantan. Ao invés de comemorar o facto de o Brasil ter um imunizante seguro e eficaz para combater a pandemia, ele ironiza a vacina. Enquanto brasileiros perdem vidas e empregos, Bolsonaro brinca de ser Presidente", escreveu na rede social Twitter João Doria, adversário político de Bolsonaro.

Em causa estão as declarações prestadas hoje pelo chefe de Estado, que questionou se a Coronavac, potencial vacina chinesa contra a covid-19 testada em São Paulo, "é uma boa ou não". A provocação referia-se à eficácia de 50,38% desse imunizante, que é defendido por João Doria.

A Coronavac é desenvolvida em parceria pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, localizado em São Paulo.

O Ministério da Saúde do Brasil, país com cerca de 212 milhões de habitantes, informou hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as 27 unidades federativas do país possuem cerca de 80 milhões de seringas e agulhas que "poderão ser utilizadas para início da campanha" de imunização contra a doença.

O plano do Ministério da Saúde, segundo o documento enviado ao STF, prevê a entrega de até 30 milhões de doses de diferentes vacinas contra a Covid-19 até ao final de janeiro.

Em declarações à TV Globo, o superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Paulo Henrique Fraccaro, afirmou que o Governo requisitou às empresas do setor mais 30 milhões de seringas e agulhas a serem destinadas à vacinação contra a Covid-19.

Somadas às outras 30 milhões requisitadas pelo Ministério início do mês, as indústrias serão obrigadas a fornecer 60 milhões de seringas e agulhas ao executivo, num movimento previsto pela Constituição brasileira, no qual o poder público pode usar temporariamente bens privados em caso de "iminente perigo público".

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

MYMM // JLS

Lusa/fim

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