Info

China e Taiwan trocam acusações após confrontos entre funcionários nas Fiji

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Pequim, 20 out 2020 (Lusa) - China e Taiwan trocaram acusações, na segunda-feira, sobre o confronto físico que envolveu diplomatas chineses e funcionários do Governo de Taiwan, durante a receção do Dia Nacional de Taiwan, nas ilhas Fiji.

Os dois lados confirmaram o incidente, ocorrido a 08 de outubro, mas contestaram a versão um do outro.

Um funcionário taiwanês foi levado para o hospital com um ferimento na cabeça. Um dos diplomatas chineses também ficou ferido.

O confronto, que ilustra a crescente tensão entre Pequim e Taipé, eclodiu quando taiwaneses presentes no encontro tentaram impedir que diplomatas chineses tirassem fotos dos convidados na receção, que perturbou o Dia Nacional de Taiwan, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês.

"Condenamos veementemente a violência contra o nosso diplomata nas Fiji, por parte dos 'lobos guerreiros' incivilizados da China", acusou o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joseph Wu, na rede social Twitter.

O termo 'lobo guerreiro' tem origem num dos filmes mais vistos de sempre na China e que representa a mudança da política externa do país para um estilo mais assertivo. O filme conta a história de um soldado chinês numa zona de guerra em África.

"Taiwan é uma força do bem no mundo e não seremos intimidados", avisou Joseph Wu.

Taiwan apresentou um protesto formal ao Governo das Fiji.

A embaixada da China nas Fiji disse em comunicado que o relato de Taiwan era "inconsistente com os factos".

A mesma fonte disse que um dos seus funcionários também ficou ferido.

"Naquela mesma noite, a equipa do Escritório Comercial de Taipé nas Fiji agiu de forma provocadora contra a equipa da Embaixada da China, que estava a realizar as suas funções oficiais na área pública, fora do local do evento, e causaram ferimentos e danos a um diplomata chinês", lê-se na nota da embaixada.

O lado chinês também criticou a celebração do Dia Nacional, dizendo que "viola o princípio de 'uma só China' e as regras e regulamentos relevantes do Governo das Fiji, com a tentativa de criar 'duas Chinas' ou 'uma China, uma Taiwan' internacionalmente".

Para Pequim, o princípio de ?uma só China' significa que a ilha de Taiwan faz parte da China.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, criticou as bandeiras e o bolo que o lado taiwanês exibiu.

"O escritório comercial de Taipé nas Fiji, em 08 de outubro, realizou flagrantemente um chamado evento de celebração nacional. A bandeira falsa foi exibida publicamente no local, e o bolo também estava marcado com o padrão dessa bandeira falsa", acusou em conferência de imprensa.

Estas ações "violam gravemente o princípio de 'uma só China'".

Taiwan é reconhecido como um Governo independente por apenas 15 nações, a maioria Estados pequenos e pobres, mas o seu Governo, democraticamente eleito, tem laços comerciais e informais extensos com muitos países.

As Fiji reconhecem Pequim como o único Governo legítimo de toda a China desde 1975.

Os dois territórios dividiram-se em 1949, quando os nacionalistas se radicaram em Taiwan, após perderem a guerra civil para os comunistas, que governam a República Popular da China desde então.

JPI // JMC

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Covid-19: Rússia anuncia eficácia de 95% da vacina Sputnik V

A Rússia anunciou hoje que sua vacina Sputnik V contra a covid-19, desenvolvida pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em Moscovo, tem uma eficácia de 95% eficaz, segundo resultados preliminares.

Entidade europeia alerta que países que retirem medidas do Covid-19 para o Natal terão aumento de internamentos em janeiro

O Centro Europeu de Controlo de Doenças estima que se os países que em outubro e novembro tomaram novas medidas para controlar a pandemia as levantassem a 21 de dezembro, os internamentos hospitalares aumentariam na primeira semana de janeiro.

Covid-19: Vacina da AstraZenca/Oxford tem eficácia de 70%

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e pela Universidade de Oxford tem uma eficácia média de 70%, segundo um comunicado hoje divulgado.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.