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Companhias La Teatrera e Dondavel no Festival Outono Quente em Viseu

| Norte
Porto Canal com Lusa

Viseu, 15 set 2020 (Lusa) -- O Festival Outono Quente deste ano conta com a presença de duas companhias estrangeiras e com três de "renome nacional" como Chapitô, Associação Pé de Xumbo e o Teatro de Marionetas do Porto, anunciou hoje a organização.

"A companhia La Treatera vem com o espetáculo 'De Paso', que é ao ar livre, e a Dondavel, que vem com um espetáculo 'Le Fumiste', que acontece na tenda, mas são dois espetáculos que remetem para o circo, para o teatro físico, para a magia, e são muito poéticos e bonitos, vale a pena assistir", disse hoje a responsável pela programação do certame.

Márcia leite, que é também vice-presidente da ZumZum - Associação Cultural, entidade responsável pelo Festival Outono Quente, que cumpre este ano a nona edição, acrescentou que "estas duas companhias chegam por via terrestre", devido à pandemia de covid-19.

A pandemia, aliás, "fez pensar e repensar" se a edição deste ano deveria avançar, mas, a ser "preparada desde novembro do ano passado, com uma programação já desenhada e muita coisa fechada", a ZumZum acabou por "decidir continuar, apesar de ainda não ser certo como vai ser, e de todas as regras a cumprir".

"Nas outras edições tínhamos três tendas, este ano vamos ter só duas, as maiores, e teremos na mesma o espaço, mas ao ar livre. E as duas [tendas] que vamos manter terão uma lotação muito reduzida", explicou Márcia Leite que adiantou que, este ano, "os espetáculos vão ser gratuitos, mas com pré-reserva obrigatória".

Entre os vários parceiros que apoiam o festival da ZumZum, Márcia Leite destacou os Bombeiros Voluntários de Viseu, que "vão ser os responsáveis pela desinfeção de todos os espaços" e "farão toda a vigilância" do evento.

A edição deste ano tem um orçamento de 83 mil euros, 50.000 dos quais comparticipados pela Câmara Municipal de Viseu, através do programa Viseu Cultura, "a maior participação de sempre por parte da autarquia".

Com início marcado para 02 de outubro, e a fechar portas no domingo dia 11, o festival recebe a companhia Chapitô, no primeiro dia, com "Napoleão". Um espetáculo que "estrearam este ano e também eles tiveram de interromper a digressão, mas felizmente estamos a contar que venham e que tragam a sua nova criação" adiantou a programadora.

Márcia Leite destacou também a Associação Pé de Xumbo, de Évora, que foi "durante anos responsável pelo Festival Andanças, em São Pedro do Sul". Das suas "diferentes propostas" destacam-se "dois bailes: o 'Bail'a rir', no sábado à noite, e o 'Baile dos gordos', para toda a família, no domingo à tarde".

O terceiro destaque nacional para este responsável vai para o Teatro de Marionetas do Porto, que apresenta em Viseu "o seu espetáculo "Nunca".

A responsável destacou ainda um trio feminino de música, que encerra o festival, Faya, "um grupo que nasce de um encontro em Lisboa de três mulheres - uma vem de Itália e outra da Alemanha -, e juntam-se" para criar "um reportório muito diverso que já as levou a um prémio em Berlim".

Da programação para os 10 dias de festival, fazem parte "outros grupos de renome nacional, e também muitos locais e da região", como o Teatro de Marionetas de Mandrágora, o Teatro de Montemuro, o Cine Clube de Viseu, que apresenta uma seleção de curtas, os Jogos do Hélder e, "claro, a ZumZum que apresenta três propostas de teatro".

"O mercado e as oficinas ligadas à culinária, cultura, ambiente, artesanato e alternativas, como a de aprender a fazer desodorizante com produtos naturais", são outras das propostas desta edição.

Na apresentação da edição deste ano do festival, o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, Jorge Sobrado, destacou a "programação extraordinária" do Outono Quente e considerou que, "embora seja o mais difícil exercício de programação, é também a melhor programação de sempre".

"Não temos apenas uma programação feliz e relevante. Teremos também uma edição segura para todos. Segura para quem trabalha e para quem vem visitar e esse é o compromisso que o município aqui deixa ao acompanhar o festival para garantir toda a segurança e proteção", assumiu Jorge Sobrado.

O vereador considerou também que "este festival é uma declaração contra o medo e contra a desistência", e classificou o Outono Quente de "muito singular, com um território artístico muito próprio, muito ligado às atividades artísticas alternativas e ligadas à natureza e com tradições culturais populares".

IYN // MAG

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