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Covid-19: PM britânico explica proibição de ajuntamentos com desrespeito das regras

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Londres, 09 set 2020 (Lusa) -- O primeiro-ministro britânico justificou hoje a proibição de ajuntamentos com mais de seis pessoas em Inglaterra com o desrespeito das regras de distanciamento social, que resultou num aumento significativo do número de infeções com covid-19 nas últimas semanas. 

Boris Johnson disse hoje durante o debate semanal com os deputados que os confinamentos locais que "estão a funcionar, mas algumas pessoas não estão a seguir as orientações como deveriam" e é por isso que está a aumentar o número de infeções. 

O chefe do Governo prometeu "passos decisivos para intensificar as medidas de distanciamento social para manter a economia a funcionar, as escolas abertas e manter o vírus sob controlo", devendo um anúncio oficial ser feito numa conferência de imprensa esta tarde.

De acordo com informações dadas à imprensa britânica, ajuntamentos com mais de seis pessoas vão ser ilegais a partir de segunda-feira em Inglaterra devido a um aumento significativo do número de casos de infeção com covid-19 nas últimas semanas. 

Esta medida não se aplica a escolas, locais de trabalho e casamentos, funerais ou eventos desportivos que respeitem as medidas de segurança para reduzir o risco de infeção  

A partir de segunda-feira, 14 de setembro, qualquer pessoa que viole a lei incorre numa multa de 100 libras (110 euros) e se reincidir pode ir até 3.200 libras (3.500 euros).

Esta é a primeira vez que são impostas restrições a nível nacional desde que o confinamento decretado em março começou a ser levantado em maio, e reflete a preocupação do Governo com o agravamento da situação epidémica e o receio de uma nova vaga da pandemia covid-19. 

Nos últimos sete dias, foram registadas mais de 15 mil novas infeções e na terça-feira o número de mortes disparou para 30, um recorde desde julho. 

Até agora, era possível a dois agregados familiares de qualquer tamanho reunirem-se em espaços fechados ou ao ar livre, ou ajuntamentos de até seis pessoas de diferentes famílias ao ar livre, mas a polícia não tinha poderes para impedir ajuntamentos de até 30 pessoas.

As regras variam dentro do Reino Unido devido à autonomia das diferentes nações, pelo que, por exemplo, na Escócia são autorizados encontros de até oito pessoas de três famílias diferentes em espaços fechados, na Irlanda do Norte estão limitados a seis pessoas de duas famílias, mas no País de Gales podem ir até quatro famílias.

Nos últimos meses, as autoridades britânicas têm procurado combater surtos com restrições locais, nomeadamente em cidades e regiões na Escócia e País de Gales, norte e centro de Inglaterra.

O ministro da Saúde, Matt Hancock, adiantou também hoje, em declarações à BBC, que os bares e restaurantes vão ser obrigados a recolher os contactos dos clientes para poderem disponibilizar ao sistema de rastreamento. 

Muitos destes espaços já o fazem, mas de forma voluntária, mas uma parte não o tem feito de forma consistente, o que deixa falhas no rastreamento de contactos através de nomes e números de telefone para alertar no caso de haver um risco de infeção. 

As autoridades determinaram que pessoas com sintomas de infeção com covid-19, nomeadamente tosse contínua, temperatura alta ou perda de paladar e olfacto, devem auto-isolar-se em casa durante 10 dias e aquelas que tenham estado em contacto próximo são aconselhadas a ficar 14 dias em isolamento. 

O Reino Unido registou 41.584 mortes 352.520 casos de infeção desde o início da pandemia covid-19, o maior número de mortos na Europa e o quinto a nível mundial, atrás dos EUA, Brasil, Índia e México.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 893.524 mortos e infetou mais de 27,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

BM // FPA

Lusa/fim

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