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Inundações no Iémen matam 17 pessoas e destroem casas e tendas de deslocados

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Dubai, Emirados Árabes Unidos, 04 ago 2020 (Lusa) -- Dezassete pessoas, incluindo oito crianças, morreram devido a inundações na província de Marib, no norte do Iémen, disseram hoje as autoridades de saúde do país, já devastado pela guerra.

As inundações são frequentes nesta época do ano no Iémen, o país mais pobre da península arábica e que enfrenta a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

"Dezasseis pessoas afogaram-se e outra morreu após ser atingida por um raio", referiram as autoridades locais de saúde, em comunicado.

Oito crianças estavam entre as vítimas mortais, enquanto outras quatro pessoas, incluindo duas mulheres, ficaram gravemente feridas, acrescentaram as autoridades.

As enxurradas destruíram dezenas de casas, segundo estimativas oficiais, e as chuvas tropicais destruíram centenas de tendas entre as acomodações onde se encontram milhares de deslocados existentes no país.

O conflito no Iémen opõe forças do governo, apoiadas desde 2015 por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, e rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão.

A província de Marib, localizada a leste da capital, Sanaa, é controlada, desde 2014, pelos rebeldes e é regularmente palco de combates entre os dois campos.

As inundações, que afetaram várias regiões do país, agravam os muitos desafios humanitários e de saúde do país, que luta contra doenças transmitidas pela água, mas também contra a propagação da covid-19.

O Iémen regista oficialmente mais de 1.700 casos de infeção por covid-19, incluindo 499 mortes, mas o balanço pode ser muito maior, já que faltam testes e o sistema de saúde está devastado pela guerra e muito mal equipado para determinar causas da morte.

Cerca de 24 milhões de iemenitas - ou mais de 80% da população -- depende, de alguma forma, de ajuda humanitária ou de proteção para a sua sobrevivência, segundo as Nações Unidas.

A guerra provocou dezenas de milhares de mortes, principalmente de civis, de acordo com várias organizações humanitárias, e mais de três milhões de pessoas estão deslocadas, muitas em campos particularmente propensos a doenças.

PMC // FPA

Lusa/Fim

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