Info

Covid-19: Governo avalia incentivos financeiros para recuperar actos médicos cancelados

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 23 mai 2020 (Lusa) -- A ministra da Saúde disse hoje que está a estudar incentivos financeiros que permitam recuperar as consultas, exames de diagnóstico e cirurgias canceladas devido à pandemia, e defendeu alterações no funcionamento das Unidades de Saúde familiar.

"Temos estado a trabalhar num plano de identificação de toda a atividade suspensa e estamos a preparar um plano que permita o incentivo financeiro de recuperação da atividade", afirmou Marta Temido na conferência de imprensa diária para fazer o ponto de situação da covid-19, realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa.

Segundo os últimos dados disponíveis, entre 16 de março e fim de abril ficaram por realizar 51 mil cirurgias, 540 mil consultas hospitalares, 840 mil consultas de Medicina Geral e Familiar e 990 mil consultas de enfermagem.

A recuperação dos atos médicos cancelados é, nas palavras da ministra, "um dos focos de atividade" do Governo, que está a preparar "um conjunto de documentos orçamentais e iniciativas" para responder à atividade médica que sofreu perturbações devido à pandemia por covid-19.

Além da disponibilização de mais verbas para o Serviço Nacional de Saúde, Marta Temido também defendeu alterações no funcionamento na área da saúde geral e familiar, com recurso às novas tecnologias.

A ministra apontou como exemplo a alteração do método de trabalho que ocorreu na Unidade de Saúde Familiar de Ovar.

Naquela USF, que já retomou a atividade presencial, "o método de trabalho foi totalmente alterado", passando-se a privilegiar o contacto telefónico ou eletrónico dos utentes, evitando-se deslocações desnecessárias ao local.

"Quando estes meios não são suficientes ou adequados os utentes podem deslocar-se à unidade de saúde, não correm riscos, ficam foram do equipamento até serem chamados e são cumpridos todos os requisitos de higiene e segurança", acrescentou.

Segundo a ministra, as alterações de funcionamento implementadas na USF de Ovar "é o tipo de metodologia" que é preciso "garantir no SNS" para que possam ser recuperados alguns dos actos médicos cancelados ou adiados.

Portugal contabiliza 1.302 mortos associados à covid-19 em 30.471 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 13 mortos (+1%) e mais 271 casos de infeção (+0,9%).

O número de pessoas hospitalizadas baixou de 576 para 550, das quais 80 em unidades de cuidados intensivos (menos quatro).

CC // MAG

Lusa/fim

+ notícias: País

Covid-19: Portugal com 1.330 mortos e 30.788 infetados

Portugal regista hoje 1.330 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no domingo, e 30.788 infetados, mais 165, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Covid-19: Um em cinco doentes permanece internado por razões sociais

Cerca um em cada cinco doentes internados com covid-19 permanece no hospital por razões sociais, tendo a maioria mais de 70 anos, segundo dados divulgados hoje pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH).

Mais de 1.500 camas dos hospitais do SNS ocupadas com casos sociais

Mais de 1.500 camas dos hospitais públicos são ocupadas por pessoas que já tiveram alta, mas que se mantém internadas por falta de resposta extra-hospitalar, correspondendo a 8,7% dos internamentos, revelam dados da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH).

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.