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Covid-19: Atletas estão "extremamente apreensivos" com caminho para Tóquio2020

| Desporto
Porto Canal com Lusa

Redação, 18 mar 2020 (Lusa) - Os atletas portugueses que procuram a qualificação para os Jogos Olímpicos Tóquio2020 estão "extremamente apreensivos" com o que a pandemia de Covid-19 provocou no mundo do desporto, disse o presidente da Comissão de Atletas Olímpicos.

Segundo explicou à Lusa o antigo desportista João Rodrigues, muitos dos portugueses que procuram ainda chegar aos Jogos têm o seu treino "muitíssimo condicionado" e as várias provas de qualificação olímpica, nas modalidades que dão acesso aos 43 por centro de atletas que ainda falta apurar a nível mundial, têm sido sistematicamente canceladas devido à pandemia.

"Tenho de dar aos atletas os meus parabéns pela forma cívica como encararam esta pandemia. Todos acataram as diretrizes da Direção-Geral da Saúde, claro que a contragosto, porque ninguém queria fazer isto. Toda a preparação está altamente condicionada", acrescentou.

Num momento em que a evolução da situação "ultrapassa e esmaga" os esforços de lidar com o problema, as "dificuldades acrescidas" criadas pelo cancelamento de provas e condicionamento da preparação acresce à dificuldade que é, "em condições normais, o apuramento para uns Jogos, que já requer uma enorme dose de resiliência e lidar com o stress".

Esta Comissão criou nas últimas semanas uma linha de apoio, que tem tido "muitos contactos" de desportistas, que procuram esclarecer "dúvidas, perguntar por desenvolvimentos e como podem treinar".

"Não há instalações de treino, porque quase na totalidade estão fechadas, sem locais de treino consignados. Os atletas têm consciência que estamos em estado de emergência e a melhor forma de prevenir a epidemia, sabem os cuidados. (...) O que vamos fazer é encontrar soluções que não ponham em causa a integridade dos atletas", afirmou.

Nesse sentido, João Rodrigues revelou ainda que o Comité Olímpico de Portugal (COP) já entrou em contacto com o Governo para que sejam encontradas soluções para os desportistas lusos, à semelhança do que se passa em Itália ou China, com espaços isolados destinados a esse fim, e disse esperar "sensibilidade" da parte governamental.

O dia de hoje marcou um encontro entre comissões de atletas dos 206 países participantes e o Comité Olímpico Internacional (COI), na qual ficou claro que muitos dos problemas enfrentados em cada país também o são "à escala global".

Quanto à decisão de manter a realização de Tóquio2020 nas datas previstas, entre 24 de julho e 09 de agosto, e para o qual já estão XX portugueses apurados, João Rodrigues explicou que a resposta do COI assenta "no grupo de trabalho que constituiu em volta da questão, e que envolve pessoas com o conhecimento de causa e envolve a Organização Mundial de Saúde".

"Esse grupo sustenta que ainda há condições para que os Jogos se mantenham nas datas previstas. É com base nessa premissa que o Comité mantém a posição. O que nós temos de fazer é adaptar-nos para chegar a Tóquio2020. Para uns será mais fácil do que para outros. Há muitos atletas retidos em casa, em isolamento social, e aí dificilmente conseguirão manter o treino como deve ser", considerou.

Uma coisa é certa para o presidente do órgão que representa os atletas: "Independentemente de serem adiados ou não, dificilmente os atletas que estiverem nos Jogos Olímpicos poderão sentir que tiveram as condições para chegar no melhor nível".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois.

A Assembleia da República aprovou hoje o decreto de declaração do estado de emergência que lhe foi submetido pelo Presidente da República com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

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