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Covid-19: Presidente angolano pede prevenção e foco nas condições mínimas de higienização das mãos

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Luanda, 13 mar 2020 (Lusa) - O líder do MPLA, partido no poder em Angola, apelou hoje à sociedade angolana foco na prevenção do coronavírus, e às instituições com grande movimentação de pessoas para criarem o mínimo de condições para a higienização das mãos.

João Lourenço, que é também Presidente de Angola, apelou às empresas, repartições públicas, estabelecimentos de ensino e outras instituições de grande movimentação de pessoas "a criarem o mínimo de condições para a higiene das mãos e a serem os primeiros a comunicarem as autoridades sanitárias os eventuais casos suspeitos que puderem detetar".

Angola tem até ao presente momento dois centros de quarentena, referiu o líder do MPLA, partido no poder desde a independência do país, em 1975, e "está a levar a cabo uma campanha de educação, para alertar os cidadãos da necessidade de se adotarem novos comportamentos e atitudes sociais para se prevenir contra a possibilidade de se contrair o vírus".

Segundo João Lourenço, Angola está a acompanhar esta ameaça mundial "com atenção e alguma apreensão".

"Angola não tem nenhum caso confirmado positivo, daí a necessidade de trabalharmos mais na prevenção, para evitarmos o quadro que todos gostaríamos de evitar, tendo em conta que a doença não tem por enquanto cura nem vacina", disse.

Com vista a salvaguardar a saúde pública e reduzir ao máximo as probabilidades de propagação da pandemia, prosseguiu o líder do MPLA, cada país deve fazer a sua parte "e, neste sentido, Angola está a tomar medidas de prevenção que se resumem ao controlo sanitário epidemiológico nas entradas de viajantes pelas fronteiras, com particular atenção dos cidadãos provenientes de países de risco elevado, com base nos critérios definidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde)".

Angola tem já criadas condições técnicas para a realização do teste localmente, indicou João Lourenço, acrescentando que "a prevenção é a melhor arma de defesa contra este vírus".

À comunicação social, João Lourenço apelou que informe a sociedade, mas também a eduque, "fazendo chegar ao grande público os conselhos e instruções das autoridades sanitárias do país".

Os apelos estenderam-se igualmente aos utilizadores das redes sociais, para que façam "o uso responsável desta importante ferramenta de comunicação, abstendo-se de criar, reproduzir ou disseminar notícias, cuja autoria não seja das autoridades competentes".

"Aos cidadãos em geral, o nosso apelo vai no sentido de se manterem calmos, seguirem as recomendações do Ministério da Saúde e ignorarem quaisquer notícias ou instruções de autores anónimos", salientou.

NME // PJA

Lusa/Fim

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