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Amigos do Coliseu do Porto convocam assembleia-geral para debater concessão a privados

Amigos do Coliseu do Porto convocam assembleia-geral para debater concessão a privados
| Norte
Porto Canal com Lusa

A Associação Amigos do Coliseu do Porto vai convocar "para os próximos dias" uma assembleia-geral para debater a proposta de concessionar o espaço a privados, sugerida pelo Conselho Municipal de Cultura, anunciou hoje o presidente daquele órgão deliberativo.

"A associação terá de se pronunciar em concreto sobre a hipótese de concessão e aqui o que se segue, com a urgência que o caso impõe, é rapidamente fazermos uma assembleia-geral para que possa validar-se este caminho, ou não", afirmou Alberto Amorim Pereira.

O presidente da assembleia-geral da Associação Amigos do Coliseu do Porto, que falava hoje aos jornalistas à margem da reunião extraordinária do Conselho Municipal de Cultura, adiantou que a reunião deverá ocorrer "nos próximos dias"

"Muito rapidamente se fará a assembleia-geral", referiu.

O Conselho Municipal de Cultura aprovou hoje, com 11 abstenções em 24 votos, a proposta da Câmara Municipal do Porto, do Governo e da Área Metropolitana do Porto (AMP) de concessionar o Coliseu a privados.

Em declarações aos jornalistas, também à margem da reunião, Eduardo Paz Barroso, presidente da direção da associação, considerou a decisão daquele órgão consultivo "legítima" e a reunião de hoje "um avanço".

"Alguma coisa tem de avançar desde que seja legítima e a questão da concessão é uma questão legítima. Acho que hoje houve um avanço na discussão, que não pode ficar confinada a um conselho municipal, mas a verdade é que essa discussão já tem vindo a público de uma forma muito consistente", salientou.

Eduardo Paz Barroso defendeu que, independentemente do modelo a ser implementado, com vista à realização das obras de restauração do Coliseu, são "necessários prazos", por forma a "desbloquear" a situação em que a associação e o espaço se encontram.

"O que está em causa é que a atividade corrente da associação não pode estar bloqueada quando a maioria da direção recomenda que se espere por uma assembleia-geral para assinar contratos com promotores de espetáculos que tem causado inúmeros constrangimentos (...) Eu fiz ali [na reunião] um forte apelo, ao qual o senhor presidente da câmara reagiu como entendeu, no sentido de ser desbloqueada rapidamente esta situação", disse.

Acrescentando que, uma vez que a maioria da direção "não tem instruções das entidades públicas do que pode fazer", a situação do Coliseu "está bloqueada".

Questionado pelos jornalistas, o presidente da Associação Amigos do Coliseu do Porto admitiu já ter "perdido espetáculos".

"É verdade, já perdemos espetáculos. Não posso contabilizar, mas já perdemos espetáculos significativos. Lembro-me de um, mas como envolve marcas e players da comunicação social não queria estar a dizer, mas é um espetáculo muito querido ao Coliseu em que era opção absoluta para o promotor do espetáculo e levou-o para outro espaço da cidade do Porto. Ainda hoje vou ter de gerir uma situação muito difícil com uma empresa que é um dos nossos melhores clientes", revelou.

Confrontado com a mesma questão, o presidente da Assembleia-Geral da associação, Alberto Amorim Pereira, afirmou, por sua vez, não existir "nenhum constrangimento que esteja a ser provocado" pela atual situação do Coliseu.

"O sinal que foi dado hoje na reunião foi muito claro, a vida continua e não deve ninguém sentir-se comprimido ou paralisado na sua atividade pelo facto de termos esta perspetiva (...) O que é preciso é que os agentes não se sintam com algumas peias no sentido de aceitar reservas de sala porque todo este processo demorará, previsivelmente, um ano e temos uma perspetiva de uma atividade pujante do Coliseu no próximo ano", concluiu.

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