Info

Eutanásia: PCP alerta para "novos riscos" da legalização da morte assistida

Eutanásia: PCP alerta para "novos riscos" da legalização da morte assistida
| Política
Porto Canal com Lusa

O deputado do PCP António Filipe defendeu hoje que o "direito à vida é um direito fundamental, inviolável e irrenunciável" e que a "legalização da eutanásia" acrescenta "novos riscos" numa "sociedade determinada pelo capitalismo".

António Filipe foi o escolhido pela bancada comunista para intervir no debate sobre a despenalização da morte medicamente assistida, e terminou a sua intervenção defendendo que o parlamento ainda está "a tempo de evitar decisões cujas consequências sociais e humanas" a "lamentar no futuro".

O deputado do PCP alertou para a eventual banalização da eutanásia, a exemplo do que disse estar a acontecer em países como a Holanda, ou a "verdadeira indústria da eutanásia" na Suíça.

O que se passa nesses países "vai muito além do que as respetivas legislações permitiriam supor", afirmou.

"Ainda estamos a tempo de evitar decisões cujas consequências sociais e humanas tenhamos de lamentar no futuro", prosseguiu.

Os proponentes da despenalização, argumentou, invocam "a autonomia da vontade individual, o direito de cada um a dispor da sua vida".

"Entendamo-nos: o direito à vida é um direito fundamental, inviolável e irrenunciável. A morte é uma inevitabilidade. Não é um direito. Porque se a morte fosse um direito, não seria lícito fazer depender a antecipação da morte da decisão de terceiros", salientou.

E repetiu o argumento já dado noutras alturas, afirmando que o Estado "deve mobilizar todos os meios técnicos e científicos" para "evitar o sofrimento humano", sem se desresponsabilizar de cuidar dos cidadãos até ao fim da vida.

"O dever do Estado é garantir que a morte seja sempre assistida, mas não que seja antecipada", concluiu.

António Filipe respondeu a uma pergunta de André Silva, do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) que o questionou por o PCP, ao votar pelo "não", estar "em campos contrários" de outros partidos comunistas no mundo e de ter uma posição contrária a Lenine, o líder bolchevique russo, ou até do Nobel da Literatura José Saramago, militante comunista, já falecido, que era favorável à despenalização da eutanásia na Rússia, em 1922.

Com apenas 13 segundos para responder, António Filipe afirmou que, "para o nível da pergunta", tinha tempo suficiente, disse que os comunistas portugueses pensam pela sua "própria cabeça" e aconselhou que não invocasse alguém que, já tendo morrido, não pode defender-se, numa referência a Saramago.

+ notícias: Política

Presidente do CDS-PP diz que a "TAP não pode significar ser todos a pagar a Lisboa Airlines"

Francisco Rodrigues dos Santos, Presidente do CDS-PP, disse, esta quinta-feira em entrevista ao Porto Canal, que o partido tem uma posição "muito clara", quanto ao que diz ser "a resolução do imbróglio da TAP para o qual muito contribuiu a inoperância e ausência de soluções por parte do Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos". Francisco Rodrigues dos Santos afirma que "o CDS tem a certeza absoluta é que TAP não pode significar ser todos a pagar a Lisboa Airlines".

Covid-19: PCP Porto defende mais camas e dinheiro para os hospitais públicos

O PCP apresentou um plano de emergência para o Serviço Nacional de Saúde. Os comunistas defendem mais camas e mais dinheiro para os hospitais públicos.

Bloco de Esquerda do Porto defende que autarquia deve assegurar respostas habitacionais aos sem-abrigo

Os deputados municipais do Bloco de Esquerda do Porto defendem que devem ser asseguradas respostas habitacionais aos sem-abrigo, considerando que a autarquia deve rapidamente redirecionar as suas.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.