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BNU com maior quota de mercado nos depósitos em Timor-Leste em 2019

| Economia
Porto Canal com Lusa

Díli, 14 fev 2020 (Lusa) - O BNU, sucursal da Caixa Geral de Depósitos, foi em 2019 a entidade bancária em Timor-Leste com maior valor de depósitos de clientes, com uma quota de 37% do mercado, e a terceira a nível de empréstimos.

Os balanços consolidados das cinco entidades bancárias que operam em Timor-Leste, a que a Lusa teve acesso, mostram que no final do ano passado o Banco Nacional Ultramarino (BNU) tem em depósitos de clientes cerca de 388,31 milhões de dólares (357,52 milhões de euros), mais 85 milhões de dólares (78 milhões de euros) que no final do ano anterior.

O banco indonésio Mandiri, que tinha a segunda maior carteira de depósitos, caiu de 376,2 milhões de dólares (347,2 milhões de euros) para 340,88 milhões de dólares (358,37 milhões de euros) em 2019, seguindo-se o australiano ANZ, que apenas opera no mercado empresarial, onde o total de depósitos caiu de 183,88 para 149,5 milhões de dólares (169,7 para 137,97 milhões de euros.

Segue-se o timorense BNCTL, que aumentou ligeiramente o total de depósitos para 125,6 milhões de dólares (115,91 milhões de euros) e finalmente o indonésio BRI, que viu crescer os depósitos de 26,79 para 33,69 milhões de dólares (de 24,72 para 31,1 milhões de euros).

Uma situação que praticamente se inverte no caso dos créditos, com o BNCTL a ter o maior volume -- passou de 82 para 89,2 milhões de dólares (75,65 para 82,3 milhões de euros) -- e o BRI a aumentar de 26,79 para 33,69 milhões de dólares (24,6 para 31,08 milhões de euros).

Os dados mostram que o BNU é a única instituição financeira com valores significativos de provisões para esses créditos, com cerca de 12 milhões de dólares (11 milhões de euros) aprovisionados, um terço da sua carteira.

As provisões do BNU representam 74% de todas as provisões do sistema financeiro timorense, com todas as outras entidades a terem provisões residuais e o Mandiri a não manter qualquer valor aprovisionado.

Os bancos com maior crédito registam provisões reduzidas, com apenas 1,7 milhões (1,57 milhões de euros) dos 89,17 milhões de dólares (82,27 milhões de euros) no caso do BNCTL e de apenas 67 mil dólares (61,8 mil euros) dos 61,16 milhões (56,43 milhões de euros) no caso do BRI.

As provisões do ANZ são de cerca de 10% da sua carteira, mostram os dados.

O sistema bancário timorense inclui o português BNU, do grupo Caixa Geral de Depósitos -- o banco mais antigo a operar no sistema e que ainda detém a maior quota de mercado -, e o timorense Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL).

Fazem ainda parte do sistema bancário timorense os indonésios Mandiri e BRI e o australiano ANZ.

Os balanços consolidados mostram que no ano passado o BNU registou resultados de exploração de 8,1 milhões de dólares (7,4 milhões de euros) e lucros de 7,89 milhões de dólares (7,26 milhões de euros), os melhores números de todo o sistema.

O Mandiri registou resultados de exploração de 6,45 milhões de dólares (5,93 milhões de euros) e lucros de 5,79 milhões de dólares (5,33 milhões de euros) tendo o BRI obtido resultados de exploração de 4,5 milhões de dólares (4,1 milhões de euros) e lucros de 4,1 milhões de dólares (3,7 milhões de euros).

Finalmente o BNCTL registou resultados de exploração de 2,58 milhões de dólares (2,37 milhões de euros) e lucros de 2,32 milhões de dólares (2,14 milhões de euros) e o ANZ obteve resultados de exploração de 753 mil dólares (693 mil euros) e lucros de 677 mil dólares (623 mil euros).

 

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Lusa/Fim

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