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Crianças e jovens em Malaca pintam muro de homenagem a Fernão de Magalhães

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Malaca, 08 fev 2020 (Lusa) - Crianças e jovens lusodescendentes arregaçaram as mangas e ajudaram a pintar um muro no Bairro Português de Malaca inspirado na azulejaria portuguesa em homenagem ao navegador Fernão de Magalhães, que há 500 anos iniciou a primeira volta ao mundo.

A pintura do muro, com 10 metros de comprimento por três metros de largura e que decorre este fim de semana em Malaca, insere-se no projeto "Um traço por Magalhães" desenvolvido pelo centro artístico A Casa ao Lado, em parceria com a Associação Coração de Malaca, o Instituto Camões e o Movimento Internacional Lusófono.

Esta iniciativa assinala os 500 anos da primeira viagem de circum-navegação iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães, disse à agência Lusa Joana Bastos, da Associação Coração de Malaca e bolseira do Instituto Camões na cidade malaia.

A ilustração do muro está a ser realizada pelos artistas plásticos Joana Brito e Ricardo Miranda - que fundaram em 2005, em Vila Nova de Famalicão, A Casa ao Lado -, aos quais se juntaram crianças e jovens lusodescendentes e residentes no Bairro Português de Malaca, cidade conquistada pelos portugueses em 1511, na época no coração de um lucrativo comércio de especiarias.

Joana Bastos, que falava à Lusa a partir de Malaca, explicou que a pintura mural combina elementos da população de Malaca e da comunidade portuguesa, tendo como base os azulejos portugueses.

"É uma forma de juntar a comunidade portuguesa. Muitas crianças vieram ajudar-nos a pintar o mural", disse Joana Bastos, sublinhando que um dos objetivos desta atividade passa por "estimular a criatividade" dos mais pequenos.

Mas, acrescentou, também "é uma forma de dar empoderamento às crianças e aos adolescentes para, a partir deste mural, poderem criar peças e começarem o seu próprio mural".

Joana Brito, diretora artística do centro A Casa ao Lado, explicou, por seu turno à Lusa, que a organização se juntou às comemorações dos 500 da circum-navegação de Fernão de Magalhães e Elcano, que se estendem até 2022, pretendendo deixar "uma marca" da identidade portuguesa em vários locais do mundo.

No caso de Malaca, "a imagem criada foi dentro da azulejaria portuguesa, com formas circulares para fazer uma ligação ao mundo e à circum-navegação" e a imagem de um peixe, uma vez que era uma comunidade que se dedicava à atividade piscatória.

"Tentamos sempre fazer uma ligação para cada local e, portanto, todos os murais feitos com a comunidade vão ser sempre diferentes mediante a realidade local", disse a artista.

O objetivo é tentar trabalhar em cada local com "o máximo da comunidade portuguesa", mas também com a comunidade local, disse, considerando que "faz todo o sentido essa ligação".

Embora a pintura seja a base de trabalho, é "mais uma desculpa" porque o importante é que se consigam tirar resultados deste processo ao nível do 'merchandising', do turismo, mas também que a comunidade possa criar peças a partir deste trabalho.

"A partir do momento em que vamos embora, a comunidade é que fica a tomar conta do projeto e isso é o mais importante. É quase ajudar a criar uma identidade de algum local específico", rematou Joana Brito.

O artista plástico Ricardo Miranda confessou à Lusa, ter "um orgulho muito grande" em poder levar "a cultura portuguesa para o resto do mundo e, principalmente, para aquele ponto onde os portugueses já passaram e deixaram as suas referências culturais", como em Malaca.

Ricardo Miranda avançou que este projeto vai percorrer 22 locais do mundo nos próximos dois anos e que depois "haverá outras aventuras".

HN // FPA

Lusa/fim

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