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Presidente da República espera que haja solução para "não perturbar" trabalho da Lusa

| Política
Porto Canal com Lusa

Maputo, 17 jan 2020 (Lusa) - O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje em Moçambique esperar que seja encontrada uma solução para o orçamento da Lusa para que o trabalho da agência noticiosa não seja perturbado.

"Eu tenho a certeza de que haverá a procura de uma solução que permita não perturbar o que tem sido uma ação muito importante", referiu o chefe de Estado, questionado sobre as dificuldades orçamentais da agência pública.

O trabalho da Lusa tem uma ação importante "para a língua portuguesa, para a presença de Portugal e para a comunicação de um lado e de outro, aqui entre Portugal e Moçambique", detalhou.

Marcelo Rebelo de Sousa aceitou comentar o assunto no exterior, dada a repercussão além-fronteiras: "É uma questão de política interna, embora tenha repercussão externa".

"Todos nós admiramos a atividade da Lusa, toda ela, e nomeadamente em países irmãos, como este, no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)", concluiu.

No dia 23 de dezembro, numa nota enviada aos trabalhadores, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Lusa afirmou que a agência vai "sacrificar drasticamente" o investimento em tecnologia este ano para não atingir a área editorial, num exercício orçamental de "altíssimo risco".

Partimos "para 2020 com um orçamento onde teremos de sacrificar drasticamente o investimento nas áreas tecnológicas para não atingir a área editorial. Mas não é possível esconder que o exercício orçamental [...] é de altíssimo risco e que a Lusa está a trabalhar nos seus limites", avançou Nicolau Santos, na nota enviada aos trabalhadores.

Conforme apontou o PCA da Lusa, esta realidade justifica-se com o facto de o orçamento da agência ter sido aprovado apenas em 19 de julho, com um corte de 464 mil euros, imposto pelo acionista Estado.

A isto somam-se os encargos com os trabalhadores precários que se tornaram "muito justamente" quadros da empresa, bem como a regularização das avaliações em falta, tudo isto sem um acréscimo no envelope financeiro atribuído à empresa, explicou, na altura.

Antes, Nicolau Santos, admitiu, durante uma audição parlamentar na comissão de Cultura e Comunicação, que a atual situação financeira da empresa poderá levar a uma redução da cobertura noticiosa.

"Estamos a equacionar reduzir a nossa cobertura noticiosa porque precisamos de cortar custos, diminuir os nossos encargos e não se consegue fazer isso" apenas com o corte de investimento, afirmou, na altura, Nicolau Santos.

Em 2019, o orçamento da agência Lusa foi de 12,8 milhões de euros, após o corte de cerca de 460 mil euros.

A Lusa é detida em 50,14% pelo Estado, seguindo-se acionistas privados como a Global Media Group (23,36%) ou a Impresa (22,35%), entre outros.

LFO (PE) // CSJ

Lusa/Fim

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