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Investimento em imobiliário comercial em Portugal atingiu 3.000 ME em 2019

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 02 jan 2020 (Lusa) -- A consultora imobiliária Cushman & Wakefield estima que em 2019 o investimento em imobiliário comercial em Portugal atingiu 3.000 milhões de euros, semelhante ao valor recorde de 2018, e que o mesmo valor seja alcançado este ano.

Em apresentação hoje aos jornalistas, a consultora imobiliária indicou que, segundo os dados recolhidos, foram registados no ano passado 2.750 milhões de euros em investimento em imobiliário comercial, mas que terá havido negócios que foram fechados nos últimos dias pelo que estima que o valor rondará os 3.000 milhões de euros.

Esse valor, considera a consultora, será também o que deverá ser investido em Portugal em 2020 no mesmo tipo de imobiliário.

Por investimento em imobiliário comercial a Cushman & Wakefield considera as aquisições em imobiliário comercial acabado e de rendimento. Contudo, não são contabilizadas as vendas de imóveis feitas pelos bancos no âmbito da alienação de carteiras de crédito malparado, que foram significativos o ano passado.

Dos cerca de 3.000 milhões de euros investidos em 2019, a maior parte (78%) foi por investidores estrangeiros. Ainda assim, refere, o investimento de portugueses duplicou face a 2018, estimando-se que em 2019 em 600 milhões de euros.

Ainda dos 3.000 milhões de euros, mais de metade (1.450 milhões de euros) foram relativos a transações de 'portfolios' de grandes dimensões.

O setor dos escritórios liderou a captação deste investimento, com 36% do capital, sendo as principais transações o Fontes Pereira de Melo 41, o Art's Business Centre e a Torre Fernão Magalhães (em Lisboa), seguido do retalho com 35% do volume total (com o segmento de centros comerciais a ser o principal, com aquisições como Algarve Shopping, Albufeira Retail Park e a Rio Sul Shopping) e o setor hoteleiro com 19% do capital investido (tendo sido o maior negócio a venda de três hotéis Tivoli em Lisboa pelo grupo tailandês Minor à Invesco por 313 milhões de euros).

Já quanto a investimentos em atividade de promoção e reabilitação urbana (compras que de produto não acabado, sem rendimento imediato), a Cushman & Wakefield estima que o valor investido ultrapassou os 1.000 milhões de euros.

Neste caso, entre as principais operações está a venda pelo Novo Banco do projeto residencial em Marvila (Lisboa) à promotora imobiliária Vic Properties por 140 milhões de euros e a venda pela Gesfimo (antiga empresa do Grupo Espírito Santos) dos ativos da Herdade da Comporta ao consórcio Vanguard Properties/Amorim Luxury por 147 milhões de euros.

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