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Exposição sobre a ocupação do Homem na Península Arábica abre quinta-feira em Lisboa

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 13 nov 2019 (Lusa) -- O Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, inaugura na quinta-feira "uma exposição muito impactante" intitulada "Identidade e Cultura. Património Arqueológico de Sharjah", disse à agência Lusa o seu diretor.

António Carvalho afirmou que a exposição é "sobre a ocupação do Homem na Península Arábica da Pré-História à atualidade", e resulta da parceria científica entre a Universidade Nova de Lisboa (UNL) e a Alta Autoridade Arqueológica de Sharja (AAAS), um dos sete emirados que constituem os Emirados Árabes Unidos (EAU).

A exposição está orçada em 280.000 euros, disse o responsável, realçando que o investimento "é bastante significativo", pois inclui as "prospeções arqueológicas no mar e em terra que alimentaram esta exposição".

Atualmente encontra-se uma missão arqueológica da UNL a trabalhar no sítio de Kelba Kor Kalba, naquele emirado, onde existem vestígios da presença portuguesa.

Um comunicado do Museu refere que "os portugueses foram os primeiros europeus a alcançar aquela região e a estabelecer relações com os líderes locais - um dos quais antepassado da atual família real de Sharjah".

Na inauguração, na quinta-feira, estão presentes a ministra da Cultura, Graça Fonseca, e o emir de Sharjah, o sultão bin Muhammad Al-Qasimi.

"Nós estamos a trabalhar com a AAAS, o nosso parceiro que tem uma relação com a UNL, que tem uma equipa mista que trabalha na área de arqueologia", disse à Lusa o diretor. António Carvalho sublinhou ser "uma relação anterior a esta exposição", uma relação "académica, científica e de trabalho", acrescentando que existe, "com certeza", preocupação com os Direitos Humanos, da parte do museu.

"Com certeza que manifesto preocupação pelos Direitos Humanos, mas não é esse plano que está em cima da mesa nesta exposição. Nós estamos a trabalhar em equipa com académicos e universidades, e com equipas de investigação no terreno, em Sharjah", rematou o diretor do MNA, António Carvalho.

Os EAU têm sido acusados de violações dos Direitos Humanos por organizações internacionais como a Human Rights Watch (HRW).

A propósito da Cimeira Mundial da Tolerância, que se realiza hoje e na quinta-feira, no Dubai, a HWR recordou na terça-feira, em comunicado a detenção de críticos do regime, dissidentes e ativistas de direitos humanos, que se têm manifestado de forma pacífica, como Ahmed Mansoor, membro do comité desta organização para o Médio Oriente e o Norte da África, o jurista e professor universitário Mohammed al Roken, advogado defensor dos direitos humanos, e o académico Nasser bin Ghaith.

NL // MAG

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