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Moçambique: Redes de clientelismo e receitas do gás asseguram paz com vitória de Nyusi - consultora

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Londres, 13 out 2019 (Lusa) - A consultora Eurasia considera que a Frelimo vai vencer as eleições de terça-feira em Moçambique por uma "margem estreita", e que as oportunidades financeiras provenientes da exploração de gás vão garantir a paz no país.

"A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) deverá manter o controlo da Presidência e do Parlamento por uma estreita margem, no seguimento de uma campanha muito competitiva, controversa e violenta, a 15 de outubro", lê-se numa análise das eleições.

No relatório, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que "apesar de as disputas pós-eleitorais e atos isolados de violência política serem muito prováveis, o frágil processo de paz deverá manter-se a longo prazo", alicerçado na exploração de gás natural.

"A oportunidade de manter as redes de clientelismo de ambos os partidos, oferecida pelas receitas significativas e pelo crescimento económico proveniente do desenvolvimento dos projetos de gás natural liquefeito", será suficiente para assegurar que a paz acordada entre os dois partidos se mantém, vincam os analistas.

Na antevisão dos resultados eleitorais, a Eurasia estima que a Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), liderada pela primeira vez por Ossufe Momade, vença "pelos menos duas províncias".

Apesar da margem estreita que antecipam, os analistas consideram que Filipe Nyusi deve conseguir evitar uma segunda volta, "principalmente devido à manipulação do processo eleitoral por parte do partido no poder".

Esta manipulação, escrevem, "inclui manipulação do processo de registo dos eleitores, canalização de recursos do Estado para a campanha da Frelimo, e desvalorização da intimidação da oposição e sociedade civil quer pelos apoiantes da Frelimo, quer pelas estruturas da segurança do Estado".

A continuAção da Frelimo no poder "garante a continuidade dos projetos de gás natural e sustenta a reestruturação da dívida soberana, resultando numa recuperação económica modesta e num novo programa do Fundo Monetário Internacional nos próximos três anos, permitindo também um crescimento mais robusto a partir de 2023, quando a produção de gás natural liquefeito deverá começar", acrescentam os analistas da Eurasia.

Pelo contrário, se a Renamo vencer, "um acontecimento improvável, é quase certo que haja uma revisão dos projetos de gás, e os líderes da Renamo iriam declarar a dívida comercial como ilegítima, causando incerteza e instabilidade, o que provavelmente levaria um período de estagnação ou até declínio do crescimento da economia".

Um total de 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher, na terça-feira, dia 15, o Presidente da República, dez assembleias provinciais e respetivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

MBA // PJA

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