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Obras de 30 ilustradores celebram 30 anos de ensino profissional de música em Espinho

| Norte
Porto Canal com Lusa

Espinho, Aveiro, 08 out 2019 (Lusa) - A Escola Profissional de Música de Espinho celebra, em 2019, os seus 30 anos de funcionamento e assinala o aniversário com um ciclo de três exposições que, até junho de 2020, reunirão obras inéditas de 30 ilustradores portugueses.

A iniciativa é comissariada por Constança Araújo Amador, que revelou hoje à Lusa ter convidado, para o efeito, artistas consagrados e novos talentos da ilustração, envolvendo uns e outros na criação de trabalhos que, independentemente da técnica escolhida, exploram a relação da escola com a comunidade educativa local e a própria cidade do distrito de Aveiro.

A primeira dessas três exposições gratuitas já pode ser apreciada no 'foyer' do Auditório de Espinho, que é a sala de espetáculos comum à Escola Profissional e à Academia de Música, e constitui assim o primeiro momento do ciclo "30 voltas ao sol", que, arrancando com 10 ilustradores, dará a conhecer outros 10 artistas no segundo período letivo, e apresentará o último grupo de criadores no terceiro período.

Constança Araújo Amador reconhece que o projeto nasceu da sua visão muito própria sobre "a escola e a cidade", onde, na juventude, estudou piano, integrou o grupo coral e aprendeu, em suma, uma segunda linguagem formal.

"Foi uma época especial da minha vida e, como ainda hoje associo Espinho à música, à praia e ao mar, o desafio que lancei aos ilustradores ao convidá-los para desenharem sobre a escola e a cidade também foi uma forma de eu procurar retribuir o que Espinho me deu a mim", afirma.

Maria Corvacho não tinha nenhuma relação particular com a cidade, mas aceitou o convite da comissária da mostra, por isso lhe permitir "explorar algo diferente", considerando que está habituada a trabalhar em suportes até ao tamanho máximo do A3 e, neste caso, pintou uma superfície ligeiramente maior, nas dimensões exigidas de 70 por 50 centímetros.

As restantes circunstâncias do projeto também se conjugaram em coincidências oportunas: a ilustradora sempre teve nos discos do trompetista Chet Baker uma companhia privilegiada durante o seu processo criativo e a Escola Profissional de Música de Espinho esteve na génese de duas orquestras, uma mais vocacionada para repertório clássico e outra especificamente para o de jazz.

Para "30 voltas ao sol", Maria Corvacho acabou assim por criar uma obra em acrílico em que músicos de um mesmo coletivo e trajando fato preto executam diferentes instrumentos, equilibrados sobre pranchas de surf que deslizam em ondas de azul intenso.

"O mar já costuma ser um tema frequente nas minhas obras e, relacionando o trabalho da escola com a vida da cidade, fez-se clique: liguei os elementos da orquestra ao surf e às ondas, e então a relação da praia com a música revelou-se de forma natural", explica a ilustradora à Lusa.

Outra artista com obra patente na mostra de estreia do ciclo "30 voltas ao sol" é Fritz Simoneta, cujas primeiras memórias sobre Espinho "estão ligadas sobretudo à praia e aos gelados do [café] Esquimó", mas também passam pelas idas com a avó ao mercado semanal da cidade, após uma viagem que terminava "numa paragem de autocarro mesmo ao lado do primeiro edifício onde funcionou a academia de música".

Procurando passar no seu desenho diferentes camadas de sentido para evitar "o que seja óbvio à primeira vista", a ilustradora recorreu depois a tons de azul esverdeado para evocar as redes da arte xávega tradicional da cidade, substituiu os habituais rostos oblongos das suas personagens por "caras mais redondas como o sol" a que alude o título da exposição, e fundiu quatro músicos num registo festivo de sopros, cordas e percussão.

"Há ali uma simbiose entre os instrumentos musicais e os próprios corpos dessas personagens, que na sua roupa também têm referência às redes de pesca", realça.

A primeira mostra do ciclo "30 voltas ao sol - 30 anos da Escola Profissional de Música de Espinho" está patente ao público até 22 de dezembro no horário normal de funcionamento do auditório e, em dia de concertos, também no período de acolhimentos dos espectadores.

Tomba Lobos, Uma Joana, Helena Zália, Sónia Borges, Catarina Gomes e as espinhenses Anabela Pedrosa e Ana Guimbra são outros dos artistas cujos trabalhos estarão expostos (e disponíveis para venda) no 'foyer' do Auditório até ao final do presente ano letivo.

AYC // MAG

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