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Daniel Blaufuks expõe fotografias e objetos inéditos em "Hoje, nada"

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 18 set 2019 (Lusa) - Uma exposição de Daniel Blaufuks com fotografias e objetos, de séries anteriores e outras inéditas, sobre modos de inventariar e arquivar, vai ser inaugurada no sábado, no Pavilhão Branco, em Lisboa.

"Hoje, nada" é o título desta exposição que, segundo as Galerias Municipais, tem curadoria de Sérgio Mah, abre ao público no domingo e vai estar patente até 24 de novembro.

Esta mostra, um conjunto de fotografias e objetos, "dá a ver lugares, coisas, gestos imobilizados, e imagens que assinalam modos de inventariar e arquivar".

"Destacam-se os planos fechados e aproximados, à distância de uma mão, de um corpo. Podemos encará-las como imagens vagas, difusas, esquivas, que parecem procurar contornar o seu referente. Ou podemos simplesmente assumi-las como asserções do caráter factício, precário e parcelar da imagem", indica o texto sobre a exposição.

Sem obedecer a nenhum fio cronológico ou narrativo, estas obras "surgem como peças de uma realidade necessariamente fragmentária, desconexa e centrifuga".

Nesta exposição, segundo a curadoria, torna-se ainda mais evidente a atração de Daniel Blaufuks pelos domínios do literário e do cinemático enquanto categorias fortemente conectadas com o exercício especulativo e ficcional.

A obra de Daniel Blaufuks releva uma mistura entre (auto)biografia e análise histórica, viagem e registo diarístico, 'factografia' e 'ficcionalidade'.

No seu trabalho, o artista utiliza principalmente a fotografia e o vídeo, apresentando o resultado através de livros, instalações e filmes.

O seu documentário "Sob Céus Estranhos" foi apresentado no Lincoln Center, em Nova Iorque, e já realizou exposições no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), no Palazzo delle Papesse, Siena (Itália), na Elga Wimmer Gallery (Nova Iorque, Estados Unidos) e na Photoespaña (Madrid), onde o seu livro "Sob Céus Estranhos" recebeu o prémio de melhor edição internacional do ano de 2007.

Nesse ano foi galardoado igualmente com o prémio BES Photo.

O seu livro "Terezín" foi publicado pela editora Steidl, Göttingen, na Alemanha.

Em 2011 expos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e, em 2014, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, em Lisboa.

Em 2017 ganhou o Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte - Ministério da Cultura Artes Visuais 2016, atribuído pelas exposições "Léxico", realizada na Bienal de Vila Franca de Xira, e "Tentativa de Esgotamento", realizada na Galeria Vera Cortês, em Lisboa.

A exposição "Hoje, nada" é inaugurada no sábado, às 17:00, e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 14:30 às 19:00, e, ao sábado e domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

AG // MAG

Lusa/Fim

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