Info

Peça do Teatro Experimental do Porto sobre Cazuza sobe a palco em Matosinhos

| Norte
Porto Canal com Lusa

Matosinhos, Porto, 11 set 2019 (Lusa) -- A peça "A Cara da Morte Estava Viva", criada pelo Teatro Experimental do Porto sobre o músico brasileiro Cazuza (1958-1990), estreia-se na sexta-feira, no Teatro Municipal de Matosinhos-Constantino Nery.

Criada e interpretada por João Miguel Mota, a peça assenta "num esquema de concerto", disse à Lusa o seu autor, e anda "na [sua] cabeça há uns 15 anos", com o objetivo de partir de Cazuza para falar de uma "geração perdida" de artistas na luta contra a Sida, nos anos 1980.

"Torna-se um espetáculo pessoal, porque parte de um gosto muito forte pela música do Cazuza, e depois alarga-se a autores também apanhados pela epidemia, e fala das memórias de alguns autores. Eu dou um contributo enquanto João, agora no século XXI, e muitas histórias também vêm do meu imaginário e realidade", descreveu.

Entre a interpretação de músicas e momentos de "discurso direto para o público, e outros mais de pensamento", há uma discussão que se alarga, também "à temática 'queer' e à questão da idade".

Ao lado de Cazuza, autor de músicas como "Bossa Nova", com um verso que dá título à peça, "Ideologia" ou "Brasil", há um trabalho que Raquel S, enquanto apoio dramatúrgico, fez sobre nomes como Allen Ginsberg, o poeta da 'beat generation', que morreu em 1997, ou Keith Haring, o 'graffiter' de Nova Iorque, que morreu em 1990, entre outros.

Ao lado de "uma homenagem" a essa época e a "essa geração", e durante cerca de uma hora, o texto compreende também uma tentativa de apresentar Cazuza a "gerações mais novas" de Portugal, até porque no Brasil, afirmou João Miguel Mota, "continuam a recordar-se dele".

O espetáculo, que poderá ter "mais datas", sobe ao Constantino Nery pelas 21:30 de sexta-feira e sábado, marcando o arranque dos últimos meses do ano, do Teatro Municipal de Matosinhos.

Este mês também passa passa pelo seu palco "A Matança Ritual de Gorge Mastromas", de Dennis Kelly, estreado em maio no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Tiago Guedes e Bruno Nogueira, no dias 19 e 20, mas também "Do Bosque Para o Mundo", peça juvenil de Inês Barahona e encenação de Miguel Fragata, que fala da crise dos refugiados, nos dias 27 e 28.

Em outubro, a Seiva Trupe estreia "O Funeral de Neruda", no dia 04, com o cinema a passar por uma extensão do Curtas Vila do Conde, no dia 11, seguindo-se "Cárcere", do brasileiro Vinicius Piedade, a 18, e "Boudoir", de Martim Pedroso, a 26.

SIF // MAG

Lusa/fim

+ notícias: Norte

Viana do Castelo destruiu 2.554 ninhos de vespa asiática desde 2012

A Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo destruiu no concelho, desde 2012, 2.554 ninhos de vespa asiática, num esforço municipal de "muitas dezenas de milhares de euros, disse hoje o comandante da corporação.

Federação Académica do Porto quer que o Estado recorra a privados para resolver os problemas de alojamento

A falta de alojamento para estudantes universitários sente-se também na cidade do Porto e por isso, a Federação Académica propõe, entre outras medidas, que o Estado recorra a privados para resolver o problema.

Autarquias de Amarante, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Santa Maria da Feira e Vizela negam viagem à Turquia paga por uma empresa informática

Várias autarquias já reagiram à notícia que adiantava que alguns presidentes de câmara teriam aceitado viajar à Turquia, numa deslocação paga por uma empresa de informática alegadamente a troco de contratos adjudicados por ajuste direto. Todos os municípios contactados pelo Porto Canal negam a ida a Istambul.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.