Info

"Monstruosidade" do processo movido pelo BdP "começou a ser demonstrada" - Tomás Correia

| Economia
Porto Canal com Lusa

Santarém, 09 set 2019 (Lusa) -- O presidente da Associação Mutualista Montepio disse hoje, em Santarém, que a "monstruosidade" do processo em que foi condenado pelo Banco de Portugal ao pagamento de 1,25 milhões de euros "começou a ser demonstrada".

Tomás Correia falava no final da audiência que decorreu hoje no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS), em Santarém, na qual foi determinada a nulidade da nota de ilicitude emitida pelo Banco de Portugal (BdP), que condenou a Caixa Económica Montepio Geral, Caixa Económica Bancária, S.A e oito ex-administradores ao pagamento de coimas no valor total de 4,9 milhões de euros, e a devolução do processo ao supervisor.

Tomás Correia disse à Lusa estar "satisfeito" com a decisão, que "naturalmente esperava", na qual foi reconhecida a violação do direito de defesa na fase administrativa do processo.

"Já disse em algumas circunstâncias que aquela fase em que o processo decorreu no Banco de Portugal se deveu apenas a uma fase que classifiquei, e continuo a classificar, como a fase do arbítrio. Felizmente, e como é próprio de uma sociedade civilizada, como é a nossa, entrámos na fase da justiça e a justiça está a fazer-se e vai fazer-se, não tenho dúvida nenhuma", declarou.

Para o ex-presidente da Caixa Económica Montepio, "este processo é uma monstruosidade e a monstruosidade começou a ser demonstrada".

Tomás Correia afirmou que o BdP não quis que os arguidos exercessem o direito de defesa, tendo-se "convencido que podia fazer tudo e mais alguma coisa" e que ficariam "silenciosos a ser vítimas de uma arbitrariedade".

"Fizemos aquilo que era o nosso dever, lutar pela nossa honra, lutar pelo nosso profissionalismo, lutar pela nossa grande instituição. No fundo, lutar pela justiça e ela está a ser feita", acrescentou.

Tomás Correia foi presidente entre 2008 e 2015 do banco Caixa Económica Montepio Geral (atual Banco Montepio) e também da Associação Mutualista Montepio Geral.

Desde 2015, depois de o Banco de Portugal ter forçado a separação da gestão das duas entidades, ficou apenas à frente da mutualista. Em janeiro último, após ter vencido as eleições, foi reconduzido para mais um mandato de três anos.

Luís Bigotte Chorão, advogado do BdP, disse à Lusa que vai transmitir à administração do banco a decisão do juiz Sérgio Sousa, que ouviu "com toda a atenção", sendo que a sua recomendação será no sentido da apresentação de recurso.

MLL // MSF

Lusa/fim

+ notícias: Economia

Pescadores indignados com a interdição da pesca da sardinha

Está aí um novo período de interdição da pesca da sardinha. As regras nacionais estão em linha com as orientações europeias mas os 'homens do mar' não se conformam.

SNS registou prejuízo de cerca de 848 ME em 2018, um agravamento de 502ME face a 2017

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou em 2018 um prejuízo de cerca de 848 milhões de euros, um agravamento face ao ano anterior em cerca de 502 milhões de euros, segundo um relatório hoje divulgado.

Quais as prioridades para a região Norte nos próximos Fundos Comunitários?

O Parlamento Europeu quer que as negociações para o próximo quadro comunitário arranquem o mais rápido possível. Os eurodeputados vão votar esta quinta-feira uma resolução para que se chegue a um acordo sobre o orçamento do pós 2020. Em cima da mesa está um a proposta de cortes de 7% em Portugal que vão refletir-se na região Norte.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.