Info

Associação da GNR diz que agressões a militares em serviço estão a aumentar

Associação da GNR diz que agressões a militares em serviço estão a aumentar
| País
Porto Canal com Lusa

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lamentou este sábado que o Governo "ainda não tenha considerado" os polícias como uma profissão de risco, sublinhando que cada vez mais os militares da GNR são agredidos em serviço.

"Há cada vez mais agressões e nada se tem feito para considerar a profissão de risco", disse à agência Lusa o presidente da APG, César Nogueira, a propósito dos militares que hoje de madrugada ficaram feridos numa operação de fiscalização de trânsito no distrito de Coimbra.

O presidente da associação socioprofissional mais representativa da Guarda Nacional Republicana adiantou que tem colocado várias vezes a questão dos militares agredidos em serviço ao Ministério da Administração Interna, mas esta profissão "ainda não é considerada pelo Estado como de risco".

"O ministro da Administração Interna afirma vária vezes que sente um carinho especial pela GNR, mas esse carinho não se sente no trabalho do dia a dia", disse, dando como exemplo que um militar da GNR recebe menos 100 euros do que um agente da PSP.

Questionado sobre se a APG tem números de quantos militares da GNR foram agredidos nos últimos tempos, César Nogueira disse que a associação não tem esse dados, mas adiantou que foram "bastantes este ano e no ano passado".

"Há cada vez mais militares da GNR que são agredidos em serviço", insistiu, sublinhando que este aumento é "consequência do sentimento de impunidade de quem pratica as agressões".

O presidente da APG defendeu penas mais pesadas para quem agride um agente de autoridade, salientando que, apesar de ser um crime público, a maioria das vezes tal não é considerado pelos tribunais.

César Nogueira disse também que há outras questões para explicar as agressões aos militares da GNR, como a falta de efetivo.

"Enquanto não houver mais elementos, é diferente fazer uma patrulha constituído por dois elementos do que fazer uma patrulha com quatro militares", frisou.

O presidente da APG disse também que o caso registado hoje de madrugada é diferente, uma vez que foi utilizada arma de fogo e a maior parte dos militares da GNR são alvo de agressões físicas.

Os dois militares da GNR sofreram ferimentos ligeiros depois de terem sido "atingidos com disparos de arma de fogo" numa operação de fiscalização de trânsito, cerca das 01:10 de hoje no Itinerário Complementar 2 (IC2), junto ao posto de combustível da Repsol, na freguesia de Cernache.

Segundo a GNR, um dos militares foi transportado para o hospital.

César Nogueira contou que esta patrulha de dois militares se deslocava para uma operação de trânsito programada pela GNR, mas no percurso teve de fazer a fiscalização a uma viatura.

Enquanto os militares estavam a ver os dados do carro, os ocupantes puseram-se em fuga e disparam tiros.

O presidente da APG disse ainda que os dados da viatura em fuga são conhecidos e que havia três ocupantes.

+ notícias: País

Crianças são as mais afetadas pela pobreza em Portugal e há cerca de 330 mil em risco

Cerca de 330 mil crianças estão em risco de pobreza em Portugal, sendo que o grupo etário até aos 18 anos é o mais afetado, o que significa que há mais crianças pobres do que adultos ou idosos.

Dezanove pessoas morreram nas praias portuguesas durante a época balnear 2019

Dezanove pessoas morreram nas praias portuguesas durante a época balnear, que terminou na segunda-feira, na qual foram registados 502 salvamentos e 786 ações de primeiros socorros, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional.

200 enfermeiros vão ter que devolver aumentos salariais

Cerca de 200 enfermeiros estão a ser chamados pelos hospitais para devolver os supostos aumentos salariais resultantes do descongelamento das progressões das carreiras. O sindicato defende que se trata apenas de ajustamentos na tabela e ameaçam levar o caso a tribunal.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.