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Arroja diz que António Costa quer ser liberal mas é "produto contrafeito de má qualidade"

| Política
Porto Canal com Lusa

O cabeça de lista às europeias do Iniciativa Liberal, Ricardo Arroja, acusou esta sexta-feira o primeiro-ministro António Costa de querer afirmar-se como liberal mas não passar de um "produto contrafeito de má qualidade".

Atualizado 25-05-2019 11:11

“Pela primeira vez, que me lembre, a palavra liberal é bem aceite e acolhida sem preconceito. Tem corrido tão bem que até o primeiro-ministro já quer ser liberal, ele que é socialista desde os 14 anos. Mas as pessoas que não se iludam, que votem liberal e não num produto contrafeito de má qualidade”, afirmou o candidato, em declarações à Lusa, após ter sido recebido na Câmara do Porto pelo presidente Rui Moreira.

Arroja explicou que o Iniciativa Liberal propõe um “modelo de sociedade oposto ao socialismo, menos estatizado, com menos burocracia e menos impostos e que faça da Europa um espaço de verdadeira oportunidade para os portugueses”.

O candidato defendeu ainda a Europa como “um espaço onde as pessoas possam circular livremente” ou “onde possam exercer as suas profissões noutros países”.

“É sobretudo apelando aos jovens, às pessoas desinteressadas ou desencantadas com a política que procuramos dar mensagem de alento”, afirmou.

Para Arroja, o Iniciativa Liberal “tem feito um percurso muito positivo” e defendido a palavra liberal com “convicção, significado e arrojo”.

“Só por isso já valeu a pena e acreditamos que a nossa mensagem está cada vez mais na esfera pública”, observou.

O candidato sustentou que, “neste momento, a palavra liberal é a defesa da liberdade económica, social e política em Portugal”.

A ideia é bem acolhida “porque as pessoas estão ansiosas por uma alternativa que não seja a estatização”, explicou.

Ricardo Arroja defendeu ainda que os eleitores querem uma opção ao “modelo socialista das últimas décadas e que, em muitos casos, tem sequestrado as liberdades das pessoas e colocado o Estado no centro das políticas”.

Para o Iniciativa Liberal, “o Estado não tem de ser o centro das políticas”.

“Quem tem de estar no centro das políticas são as pessoas. O Estado é apenas um meio ao serviço das pessoas e não um fim em si próprio”, disse.

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