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Mexia quer 'joint-venture' da EDP para 'offshore' no top 3 mundial em 2025

| Economia
Porto Canal com Lusa

Londres, 21 mai 2019 (Lusa) - A EDP quer estar entre as três maiores empresas do segmento da energia 'offshore' a nível mundial nos próximos seis anos graças à criação da 'joint-venture' com a francesa ENGIE, afirmou hoje o presidente executivo, António Mexia.

"O nosso objetivo é no 'offshore', ou seja, vento no mar, conseguirmos através desta parceria estar no top 3 até 2025. Se juntarmos o que já temos hoje, seríamos o quarto maior do mundo neste segmento", disse à agência Lusa em Londres.

Foi na capital britânica que a EDP e a Engie anunciaram hoje a assinatura de um memorando de entendimento para criar uma 'joint-venture', controlada em partes iguais, no segmento eólico 'offshore', fixo e flutuante.

Mexia disse que esta foi uma decisão natural, tendo em conta que as duas empresas, no caso da EDP através da subsidiária EDPR (EDP Renováveis), já são parceiras em projetos de energia eólica 'offshore' em Portugal, no Reino Unido e em França.

"Com isto, juntamos a visão, juntamos as pessoas, meios e conseguimos abordar um mercado muito concentrado, muito competitivo, em que a escala típica é 50 vezes maior do que é um projeto em terra", acrescentou.

A complexidade dos projetos desenvolvidos no mar, a necessidade de um maior investimento e tecnologia reduzem o número de concorrentes, mas também exige escala.

Cada projeto com capacidade para produção de mil megawatts implica um investimento de dois a três mil milhões de euros.

"Com isto, conseguimos minimizar riscos, atuar em mais sítios ao mesmo tempo, agarrar mais oportunidades, e criar mais valor para os nossos acionistas, permite-nos ir mais depressa", vincou o presidente da EDP.

BM // CSJ

Lusa/fim

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