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Bombeiros de Lourosa voltaram ao ativo depois de nomeada direção provisória

| País
Porto Canal com Lusa

Os 52 bombeiros de Lourosa que suspenderam a sua atividade em protesto contra a direção da corporação retomaram o ativo às 00h00 desta sexta-feira, depois de verem nomeados novos dirigentes provisórios para a instituição.

Atualizado 18-05-2019 11:49

O conflito entre corpo ativo e direção arrastava-se desde meados de março e teve o seu ponto alto em 13 de abril, quando os 52 voluntários da corporação do distrito de Aveiro suspenderam a sua atividade, declarando que só regressariam ao trabalho após o afastamento dos dirigentes que acusavam de má gestão.

Após uma manifestação em que cerca de 150 pessoas expressaram a mesma reivindicação, os órgãos sociais renunciaram aos cargos em 30 de abril, mas os bombeiros estabeleceram como condição para o seu regresso ao ativo que a associação humanitária fosse confiada a novos gestores até às eleições do próximo dia 25.

Foi essa equipa temporária que na quinta-feira à noite foi aprovada por aclamação dos cerca de 80 sócios que compareceram à assembleia e que aceitaram como presidente da direção Manuel Oliveira Almeida. Foi este advogado que a mesa cessante convidou devido à sua experiência na liderança da Assembleia-Geral do Lusitânia Futebol Clube de Lourosa.

A comissão de gestão provisória integra ainda Rui Almeida, que preside à Assembleia de Freguesia de Lourosa, e Severino Magalhães Lima, que é o sócio número dois da corporação e foi o seu primeiro comandante.

Em declarações após o final da assembleia, Manuel Oliveira Almeida disse encarar as suas novas funções como "uma honra e um dever", por considerar que "não há atividade mais nobre a nível associativo" do que a desempenhada pelas corporações de bombeiros.

"Para mim não é nada complicado [assumir a direção nesta altura], porque não conheço os problemas da casa, o que é uma vantagem, e sei que não os vou resolver em oito dias [até às eleições do dia 25]", reconheceu.

O novo dirigente dos Bombeiros Voluntários de Lourosa admitiu, no entanto, a possibilidade de se candidatar com uma lista própria à direção efetiva da corporação, até porque, "a não ser por razões de saúde ou absoluta incompatibilidade profissional, nenhum associado pode excluir essa possibilidade".

Para já, a prioridade de Manuel Oliveira Almeida é que “a paz regresse à corporação e que os soldados da paz também", o que já se concretizou às 00:00 de hoje, como confirmado à Lusa por Amaro Fontes, porta-voz dos 52 bombeiros que em 13 de abril suspenderam a sua atividade e que logo após esta reunião iniciaram os procedimentos para a retomar.

"Chegámos ao ponto que desejávamos e estamos de novo ao serviço na nossa casa. O motivo da divergência desapareceu, portanto, a quem vem de boa-fé e com vontade de trabalhar, cá estaremos para ajudar em tudo o que pudermos", concluiu Amaro Fontes.

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