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ANTRAM e Fectrans iniciam novo processo negocial confiantes de que "há condições" para evoluir

| País
Porto Canal com Lusa

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) iniciaram esta sexta-feira um novo processo negocial confiantes de que “há condições para evoluir” no setor.

Atualizado 04-05-2019 12:50

Segundo José Manuel Oliveira, da Fectrans, que falava aos jornalistas no final da reunião com a ANTRAM, este foi o primeiro encontro para marcar o início de um novo processo negocial com vista à revisão de alguns aspetos contratuais relativos ao contrato coletivo de trabalho assinado em setembro.

“A partir de outubro entrarão em vigor novos valores salariais nas diversas rubricas remuneratórias. É nesse tempo que temos para trabalhar. Cremos que há condições para evoluir”, disse o sindicalista, escusando-se nesta altura a avançar quais serão os valores de atualização que irão propor à ANTRAM nas próximas reuniões.

“Atualmente existe uma tabela composta por quatro rubricas com valor mínimo garantido de 900 euros e é a partir daí que vamos trabalhar”, disse.

Os sindicatos chamaram, no entanto, à atenção para a necessidade de o Governo desempenhar a sua função de fiscalização, nomeadamente através da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

“Não podemos admitir impunidade”, disse José Manuel Oliveira.

O presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, que também falou aos jornalistas, valorizou o processo negocial e sublinhou o caminho que o setor está a seguir de “melhorar as condições laborais”.

As reuniões entre as duas estruturas do setor passarão a ser quinzenais, estando a próxima agendada para dia 23 de maio.

Questionado sobre a ameaça de nova greve por parte do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SMMP), Gustavo Paulo Duarte lamentou que a greve esteja a ser utilizada “como forma de pressão” quando, no seu entender, deveria ser “o último reduto” quando a negociação falha.

Na terça-feira a ANTRAM irá reunir-se com o SMMP no ministério das Infraestruturas, mas avisou que a economia não está preparada para as reivindicações salariais do sindicato, que exige um salário base de 1.200 euros para o setor.

“Não existem motoristas de primeira e de segunda e estes motoristas têm já um subsídio de risco, de cerca de 150 euros por mês”, disse Gustavo Paulo Duarte.

“O que está a ser reivindicado nem na Alemanha é pago. Em Portugal não existe esta realidade”, disse.

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) também se irá reunir com a ANTRAM a 13 de maio.

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