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Diocese de Vila Real investiga alegados abusos sexuais de padre

| Norte
Porto Canal com Lusa

O bispo de Vila Real, Amândio Tomás, está a fazer “todos os possíveis” para esclarecer, num processo de investigação prévia, suspeitas de abusos sexuais que recaem sobre um padre local, disse hoje o vigário-geral diocesano, Sérgio Tomé.

Atualizado 16-03-2019 15:30

“Perante as notícias divulgadas, a Diocese abriu um processo de investigação prévia. Faremos todos os possíveis para que as coisas sejam esclarecidas”, afirmou Sérgio Tomé à agência Lusa.

O jornal ‘online’ Observador escreveu que o bispo Amândio Tomás suspendeu o padre Heitor Antunes, que teve um filho de uma catequista com quem se envolveu quando esta era menor.

O envolvimento amoroso ter-se-ia iniciado quando a jovem tinha 14 anos (hoje com 29) e o padre tinha 34.

Ainda segundo o Observador, que cita “uma fonte ligada à diocese”, o padre foi para o Canadá, depois dos factos em causa, onde exercia junto de comunidades de emigrantes portugueses, mas recebeu ordens da Diocese para regressar a Portugal, estando impedido de celebrar.

A Diocese de Vila Real integra, com as suas congéneres de Lamego e Bragança-Miranda, um tribunal eclesiástico interdiocesano, mas neste caso e se da averiguação interna resultem indícios suficientes de práticas condenáveis à luz do Direito Canónico, o processo segue diretamente para a Santa Sé, mais concretamente para a Congregação da Doutrina da Fé, “que é o tribunal próprio”, disse à Lusa o vigário-geral diocesano.

“Tendo recolhido alguns elementos, há depois toda uma tramitação processual que corresponde àquilo que Vaticano delineou e que nos ultrapassa”, assinou Sérgio Tomé, que se escusou a adiantar o que pode suceder na Congregação da Doutrina da Fé.

“Não vamos pôr hipóteses. É mais justo, mais ponderado, dar-se um passo de cada vez, mas na certeza de que a Igreja está atenta a todas a situações e procede com rapidez e com transparência. Faremos todos os possíveis para que as coisas sejam esclarecidas”, afirmou.

Os factos em causa, a indiciarem a prática de qualquer crime, já estão prescritos para a justiça civil, confirmou a fonte.

Nestas circunstâncias, o Ministério Público fica impedido de abrir qualquer inquérito-crime.

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