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Japão assinala oitavo aniversário de sismo e tsunami de 2011

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Tóquio, 11 mar (Lusa) - O Japão assinala hoje o oitavo aniversário do sismo e tsunami que devastaram em 2011 o nordeste do país, uma catástrofe natural que causou mais de 18 mil mortos e desencadeou a crise nuclear de Fukushima.

Em 11 de março de 2011, um maremoto de magnitude 9, na escala aberta de Richter, arrasou a região de Tohoku e causou graves danos na central nuclear de Fukushima Daiichi, estragos que continuam a manter cerca de 52 mil pessoas deslocadas, de acordo com os últimos dados oficiais.

Cerimónias de homenagem às vítimas e um minuto de silêncio, à hora exata do sismo (14:46 em Tóquio, 05:46 em Lisboa), marcaram a manhã. Em alguns pontos da costa foram também ativados, a essa mesma hora, os alarmes de tsunami.

A cerimónia principal da pior catástrofe no Japão desde a Segunda Guerra Mundial vai decorrer, novamente, no Teatro Nacional de Tóquio e será presidida pelo primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe.

Quando se cumprem oito anos sobre a tragédia, os trabalhos de reconstrução estão quase concluídos (94,5%) nas zonas da costa japonesa arrasadas pelas ondas gigantescas, que atingiram até 20 metros de altura.

Atualmente, os efeitos da catástrofe são mais visíveis na zona em redor da acidentada central nuclear na prefeitura de Fukushima, onde muitas áreas continuam a ser de acesso restrito devido à presença de resíduos radioativos oriundos de fusões parciais do núcleo, registadas em três dos quatro reatores da central.

Isto impede o regresso a casa dos habitantes das zonas mais próximas da central até que estejam concluídas as operações de descontaminação radioativa, um trabalho que, no caso das áreas designadas como de "difícil regresso", poderá prolongar-se durante décadas.

Além da descontaminação dessas localidades, o desmantelamento da central de Fukushima Daiichi é o principal desafio que enfrenta o Governo de Abe para ultrapassar definitivamente a catástrofe de 2011.

O Executivo e a operadora da central, a TEPCO, afirmaram terem previsto, a partir desta primavera, definir um plano para extrair o combustível fundido do interior dos reatores danificados, uma tarefa de enorme complexidade técnica devido aos níveis de radiação extremos naquelas instalações.

EJ // JMC

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