Info

Sindicatos dizem que rejeição da abolição de portagens na A23 e A25 demonstra desprezo pelo interior

Sindicatos dizem que rejeição da abolição de portagens na A23 e A25 demonstra desprezo pelo interior
| Economia
Porto Canal com Lusa

A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) afirmou esta terça-feira que a rejeição das propostas para a abolição das portagens na A23 e na A25 é uma "demonstração do desprezo" pelo interior do país.

"Esta votação negativa não nos fará esmorecer. Sempre dissemos e reafirmamos que uma proposta de resolução serve de pressão politica sobre o Governo, mas o seu efeito é limitado já que mais não é que uma recomendação ao Governo", refere, em comunicado, a USCB.

O parlamento chumbou na sexta-feira os projetos de resolução do PCP, BE e PEV, que recomendavam a eliminação das portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 e também na A22, mais conhecida por Via do Infante, no Algarve.

Em relação à eliminação de portagens na A23, os projetos foram igualmente votados em conjunto, tendo sido rejeitados, com votos contra do PS e do deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira, abstenção do PSD, CDS-PP e três deputados socialistas, e a favor do BE, PEV, PCP e 14 deputados do PS.

Edite Estrela, ex-dirigente socialista, e a ex-secretária de Estado Margarida Marques votaram a favor da eliminação das portagens na A23, autoestrada da Beira Interior, uma das vias de acessibilidade estruturantes e estratégica para toda a mobilidade nos distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda.

"A União dos Sindicatos de Castelo Branco considera que a rejeição da proposta do PCP para a abolição das portagens na A23 e na A25 por parte do PS, PSD e CDS, coligados na Assembleia da República, constitui mais uma demonstração do desprezo que estes partidos do centrão dos negócios e dos interesses têm para com o interior do país", lê-se na nota.

Os sindicalistas sublinham que a votação no parlamento é "absolutamente irrelevante" e adiantam que não os fará recuar um milímetro na luta que têm travado pela abolição das portagens na A23 e na A25.

"Esta votação reforça a importância da ação pública convocada pela Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e na A25 para o próximo dia 16 de fevereiro, pelas 15:30, na Cidade de Castelo Branco", sustentam.

A USCB promete levar "esta luta até ao voto", já nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

"Não apelamos ao voto neste ou naquele partido, mas não nos esqueceremos de denunciar aqueles que criaram as portagens e aqueles que as mantiveram e nunca quiseram reunir com a Plataforma Pela Reposição das SCUT", concluem.

A USCB é uma das sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda que integram a Plataforma, juntamente com a Associação Empresarial da Beira Baixa, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

+ notícias: Economia

Governo diz que distribuição de combustível deverá ultrapassar serviços mínimos

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, garantiu hoje que a situação de distribuição de combustível está "na normalidade", devendo os serviços mínimos ser ultrapassados hoje, quarto dia de cumprimento da greve dos motoristas de matérias perigosas.

Antram defende que incumprir serviços mínimos e requisição civil prejudica a economia

O porta-voz da associação das empresas de transportes de mercadorias (Antram) considerou que o apelo esta quarta-feira lançado pelo sindicato dos motoristas de matérias perigosas para que ninguém trabalhe vai prejudicar gravemente a economia.

Greve dos motoristas está a causar prejuízos de dezenas de milhares de euros por dia para empresas

O presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Francisco São Bento, disse esta terça-feira que as empresas de transporte de combustíveis estão a ter prejuízo de dezenas de milhares de euros por cada dia de greve.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.