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Coordenador dos transportes na Área Metropolitana do Porto exige “carta branca” para não se demitir

Coordenador dos transportes na Área Metropolitana do Porto exige “carta branca” para não se demitir
| Norte
Porto Canal com Lusa

O presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, exigiu hoje "condições e carta-branca para trabalhar" para não abandonar o cargo de coordenador da área dos transportes na Área Metropolitana do Porto (AMP), hipótese colocada pelo próprio na quarta-feira.

"Considerando o pedido de vários colegas presidentes de Câmara, incluindo do próprio presidente da AMP, deixo a decisão de demissão para o coletivo na próxima reunião do Conselho Metropolitano, desde que me sejam dadas condições e carta-branca para trabalhar", disse refere Marco Martins em nota escrita enviada à agência Lusa.

O autarca de Gondomar quer que sejam "repostas as condições de trabalho" que disse ter tido quando, enumerou, coordenou "processos como o alargamento de linhas do Andante, a descentralização da STCP ou mais recentemente a ajudar Matosinhos a resolver o conflito".

"Além disso quero ter a garantia de poder evitar que venham a existir discrepâncias entre Lisboa e Porto no Passe Único. O meu objetivo é trabalhar para as pessoas e defender a região", lê-se na nota.

Marco Martins diz dispor de informações que apontam que "não está garantido no Porto a existência do passe família e da gratuitidade até aos 12 anos, ao contrário do que acontece em Lisboa e que pode implicar dezenas de euros de diferença por mês para cada família", referiu.

"O Porto não pode neste processo ficar atrás de Lisboa", concluiu o presidente da Câmara de Gondomar.

Na quarta-feira, Marco Martins admitiu "divergência de opiniões" com o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, e apontou estar a "ponderar se abandona ou não o cargo".

"Já coloquei o meu lugar à disposição várias vezes e hoje [após serem conhecidas as verbas para o Passe Único para o Porto] foi a gota de água", disse Marco Martins que é também presidente da Câmara de Gondomar e que falava numa reunião camarária em resposta a perguntas colocadas pela oposição sobre a questão do passe único e da relação atual entre municípios na AMP.

Marco Martins indicou na que na base da sua posição está o Passe Único, cujo diploma com os valores e os termos do Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos foi publicado terça-feira em Diário da República.

A Área Metropolitana de Lisboa, com mais de 464 mil utilizadores dos transportes públicos, é a que vai receber a verba maior, no valor de 74,8 milhões de euros, comparticipando o programa com 1,8 milhões, enquanto a Área Metropolitana do Porto, com 177,5 mil utilizadores, vai receber 15,4 milhões e comparticipar com 377 mil euros.

"Já há muito tempo que tenho vindo a dizer que não percebo porque é que sou coordenador da área dos transportes e este assunto [o Passe Único] está-me a passar totalmente ao lado. Tem sido o entendimento que é o senhor presidente da AMP [Eduardo Vítor Rodrigues] quem trata do assunto", disse o autarca de Gondomar.

Estas declarações aconteceram no mesmo dia em que a Câmara do Porto revelou ao Conselho Metropolitano do Porto que vai suspender a delegação de competências na gestão da rede de transportes públicos naquela entidade e após várias semanas de polémica à volta da decisão da autarquia liderada por Rui Moreira de passar o términos de autocarros de operadores privados do Bolhão para o Dragão.

Estava previsto que esta indicação da Câmara do Porto começasse terça-feira, mas não foi cumprida pelos operadores privados de transportes que justificaram a decisão com a ausência de comunicação da AMP e, entretanto já decorreram outras reuniões que culminaram com a autorização temporária e para algumas linhas de efetuarem o término no Campo 24 de Agosto.

Também na sequência destas polémicas, na quinta-feira os Municípios de Gondomar, Valongo e Paredes reuniram com operadores rodoviários para avaliar a possibilidade de avançar com um concurso aos transportes a tês, tendo no final da reunião revelado que "desde que haja cedências da parte de outros municípios" não avançam "em nome do espírito e da coesão metropolitana".

"Se houver de toda a gente uma vontade de recolocar o tema [transportes e concurso] numa lógica metropolitana, sem ninguém à parte e sem ninguém suspender a delegação de competências, e se houver cedências possibilitando ligações rodoviárias ao centro do Porto - não interessa se é Campo 24 de Agosto, se é Trindade ou Bolhão - estamos dispostos a não ir isoladamente ao concurso e a integrar o concurso global", descreveu Marco Martins.

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