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Vila Flor com duas lojas dos correios depois de ter encerrado o balcão oficial

| Norte
Porto Canal com Lusa

Vila Flor, Bragança, 09 jan (Lusa) -- O presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, anunciou hoje que a localidade vai ter duas lojas dos correios depois de os CTT terem encerrado o único balcão oficial neste concelho do distrito de Bragança.

O autarca adiantou à Lusa que teve hoje uma reunião com representantes da empresa, na qual "ficou acordado que é possível trabalhar" numa solução em que a autarquia cede instalações para abrir uma loja dos correios, que será a segunda na vila transmontana.

A empresa CTT encerrou o único balcão de Vila Flor, na véspera de Natal, a 22 de dezembro e contratualizou o serviço com um privado num hipermercado da localidade. O presidente da Câmara diz que tem havido queixas da população por ficar longe e promete um segundo espaço "mais central, que sirva melhor as pessoas o mais rapidamente possível".

O local para a instalação do serviço será o Centro Cultural em frente à Câmara para onde a autarquia já tinha projetado transferir o balcão municipal de atendimento ao público.

Com a disponibilização de rede sem fios à população, fica disponível o atual espaço Internet que será reconvertido no balcão de atendimento e adaptado para prestar os serviços postais, como indicou o autarca.

Segundo disse à Lusa, "os CTT vão disponibilizar os meios informáticos e mobiliário, se for preciso, além de estes protocolos contemplarem verbas fixas e variáveis" da empresa para os prestadores.

A Câmara Municipal faz as adaptações nas instalações e disponibiliza o pessoal, com o autarca a antecipar que espera "criar mais um posto de trabalho", mesma que a Câmara tenha que disponibilizar verbas para o efeito, se o que vier a ser acordado com os CTT for insuficiente.

"Vamos abrir um segundo balcão em Vila Flor, é possível, agora os técnicos da Câmara e dos CTT vão estudar a solução e vamos tentar fazê-lo o mais rapidamente possível", declarou o presidente da Câmara.

Fernando Barros vincou que se trata de uma solução "a pensar nas pessoas e no serviço prestado", mas reiterou que é "contra o fecho das estações dos correios".

"Não sou conivente com o fecho, quero uma solução que sirva as pessoas", sublinhou.

O autarca promete a lutar nos tribunais contra a estratégia de encerramento das estações dos CTT, uma posição também assumida pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes.

Esta entidade intentou uma providência cautelar, em que o primeiro subscritor era o município de Vila Flor, que impediu provisoriamente o encerramento dos correios no território dos nove municípios que abrange. Nomeadamente Vila Flor, Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Vinhais, Miranda do Douro e Mogadouro.

O tribunal acabou por dar razão aos CTT.

Vila Flor foi o único balcão que encerrou nesta região e o município continua a luta judicial, tendo recorrido da decisão sobre a providência cautelar.

O autarca explicou que o litígio judicial não visa a empresa, mas "a forma como foi concedida pelo Estado a concessão do serviço e que lhe permite fechar lojas".

Fernando Barros esclareceu ainda que não fez qualquer proposta para ficar com o serviço postal antes do encerramento do balcão por entender que o município "ficava fragilizada".

Lembrou ainda que nas diligências feitas pela CIM Terras de Trás-os-Montes para evitar o encerramento, a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) assumiu o compromisso de recomendar à empresa a manutenção de um balcão em todas as sedes de concelho.

"Que eu saiba, até hoje ainda não o fez", afirmou.

HFI // MSP

Lusa/fim

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