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Associação de Enfermeiros diz que há tempos operatórios que não estão a ser usados

| País
Porto Canal com Lusa

A Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE) denunciou esta sexta-feira que há tempos operatórios que não estão a ser usados nas salas cedidas pelos sindicatos dos enfermeiros, em greve desde o passado dia 22 às cirurgias programadas.

Atualizado 01-12-2018 13:49

“Das salas que os sindicatos cederam, acima do que o tribunal arbitral decidiu, os tempos operatórios não estão a ser ocupados na totalidade”, disse à agência Lusa Lúcia Leite, presidente da ASPE.

A responsável sindical disse ainda que não estão a ser rentabilizadas as equipas disponíveis.

“Se há doentes que não estão a ser operados é porque eles [os médicos] não estão a organizar-se para ocupar [os tempos operatórios] em função dos recursos que têm disponíveis”, afirmou.

Sobre as declarações do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, que disse que havia piquetes de greve à entrada dos blocos operatórios para atrasar as cirurgias que não cumprem os serviços mínimos, a responsável diz que são falsas.

“Os piquetes de greve estão a dar apoio aos colegas na decisão de se efetivamente devem ou não aceitar os doentes. Nós temos sempre pressão para aceitar doentes que são classificados com coisas urgentes que nunca são urgentes”, acrescentou.

As declarações do responsável do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos traduzem “um acicatar perfeitamente desnecessário”.

“Se houve coisa que os sindicatos fizeram foi assegurar que os doentes que precisam efetivamente de ser intervencionados têm tempos operatórios para isso ser feito”, sublinhou.

Quanto à não utilização de blocos operatórios, Lúcia Leite disse ainda que no bloco operatório de ambulatório do centro hospitalar do Porto já foram canceladas "todas as cirurgias de oftalmologia [marcadas para 06 de dezembro] por causa de um congresso médico”.

A greve está a decorrer no Centro Hospitalar Universitário de S. João (Porto), no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal.

Foi convocada pela Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE) e pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), embora inicialmente o protesto tenha partido de um movimento de enfermeiros que lançou um fundo aberto ao público que recolheu mais de 360 mil euros para compensar os colegas que aderissem à paralisação.

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